O documentarista inglês
Sean McAllister, 40 anos, está pela primeira vez no Brasil para badalar o seu mais recente filme,
O Liberace de Bagdá, no Festival Internacional de Cinema de Brasília. Com a produção, o jornalista, que tem no currículo 15 curtas-metragens, já ganhou três prêmios especiais dos júris dos festivais de Sundance, É Tudo Verdade (em São Paulo) e Chicago Doc Fest. O filme narra a história do pianista bagdali
Samir Peter, um dos mais famosos do Iraque, que, agora, toca em um bar de hotel decadente em Bagdá, mas que, outrora, gozava de imenso prestígio, comparado ao do extravagante pianista americano
Wladziu Liberace (1919-1987). Para registrar a trajetória do artista - que já se apresentou para
Saddam Hussein, chegou a ganhar cerca de US$ 25 mil, por mês, e hoje vive de gorjetas -, Sean passou oito meses na capital iraquiana, no ano passado, em plena guerra civil, e só saiu de lá por insistência de Samir, após o seqüestro e morte de vários repórteres. Sob o sol forte do Planalto Central, Sean (
ver entrevista abaixo) resolveu visitar Sobradinho e Brazlândia, cidades-satélites, a cerca de 20 km de Brasília. O cineasta gostou mesmo quando chegou a uma área de Candangolândia, com ruas sem pavimentação, casebres, valas a céu aberto e galinhas pelas ruas. ''Isto sim é a realidade'', frisou.
Top
A top Shirley Mallmann vem dar mais um rasante no país. Ela chega logo mais e fica cinco dias por aqui. O motivo da vinda é a campanha da grife mineira Patachou, de Tereza Santos, que será fotografada em BH. Shirley foi responsável por abrir as portas do mercado de moda internacional ao Brasil e uma das grandes homenageadas no desfile comemorativo aos 10 anos do Calendário Oficial de Moda Brasileira.
Do cinema para o rap
Olívia Byington está envolvida até o último fio de cabelo com o projeto Coreto Moderno, que promove espetáculos em shopping centers pelo país. Um doce, como sempre, Olívia baixou em Brasília, no fim de semana, para acompanhar a apresentação de Gabriel, O Pensador, no Coreto, e contou que tem vivido na ponte aérea Rio-Lisboa por conta do namoro com o produtor português João Nuno Martins. Foi ele o responsável pela montagem de Ópera do malandro em terras portuguesas. Enquanto toca o projeto e pretende ampliá-lo, levando para praças brasileiras do Oiapoque ao Chuí, Olívia desenvolve outro trabalho. Em parceria com o pianista americano Cliff Kormann - que vive entre Nova York e Rio -, ela monta um show com repertório calcado na MPB e em canções americanas para percorrer festivais de jazz do mundo.
Estiloso
O site mixbrasil.com.br, especializado no público GLS, tem por hábito listar os homens mais bonitos em diversas categorias e abrir uma votação para que os internautas elejam seus favoritos. Em recente enquete, o site quis descobrir quem seria o mais belo estilista brasileiro. O resultado? O carioca Carlos Tufvesson foi eleito com cerca de 22% dos votos. Marcelo Sommer e Maxime Perelmuter ocupam a segunda e terceira colocações, respectivamente. Em tempo: Tufvesson, que fez uma participação especial na novela A Lua me disse, agradou tanto que vai voltar ao ar. O estilista interpreta ele mesmo e será o responsável pelo vestido de casamento da personagem de Juliana Baroni.
Vestida para noivar
Escolhido o noivo, o executivo da cena musical Jordan Bratman, a popstar Christina Aguilera acaba de eleger o todo-poderoso designer que assinará o vestido de seu enlace matrimonial, marcado para dezembro. O preferido foi o mais barroco dos estilistas franceses, Christian Lacroix. A decisão foi tomada, na semana passada, quando a cantora americana, após ter assistido ao desfile de alta-costura de Lacroix, em Paris, seguiu rumo ao showroom da marca, onde teve acesso exclusivo a uma série de váááários modelitos na cor branca. O diretor Roman Polanski venceu o processo contra a revista Vanity Fair. O cineasta franco-polonês embolsará cerca de R$ 200 mil em danos por calúnia.
- Qual a primeira impressão do Brasil?
- Brasília não é o que eu esperava ver do Brasil. As imagens que chegam em Londres são do Rio. Aqui tudo é muito frio, com exceção do que eu vi hoje na periferia. Esses prédios dos ministérios lembram Bagdá.
- O que conhece da produção cinematográfica brasileira?
- Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, fez um grande sucesso na Inglaterra. Vou revê-lo antes de rodar o meu próximo filme.
- Onde você estava no momento dos ataques terroristas em Londres?
- Pintando o portão de minha casa. Lembrei imediatamente dos 120 atentados com homens-bomba que vi nos oito meses em que estive em Bagdá. Certo dia, filmava no hotel, onde Samir toca para jornalistas, tropas do Exército americano e mercenários. Ouvi uma explosão. Corri para a rua. O menino que me vendia cigarro estava morto. Um homem-bomba explodiu antes de ele chegar ao hotel.
- E como foi o seu convívio com o pianista que você comparou a Liberace?
- Ele sempre foi apaixonado pelo luxo e sempre desejou morar nos EUA. Mas, uma de suas filhas não quer sair de Bagdá. É anti-americana por causa da guerra no Iraque e chora quando vê imagens de Saddam na TV. Ele agora vive de gorjetas. Mas, não perde a pose. Quando o filme participou do Sundance Festival, Samir foi comigo para os EUA. Uma americana, depois de ver o documentário, levantou-se da cadeira e, comovida, perguntou: ''Como podemos ajudar?'' Respondi: ''Agora é tarde''.
- Como é a sua vida, registrando imagens no front de tantas guerras?
- Vi amigos morrerem e seres humanos explodirem. Já registrei o conflito dos israelenses e palestinos em Setters. Mostrei o controle da mídia e a manipulação da notícia pelos iraquianos em Minders. Minha vida é isso.