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Lula


O presidente Lula traiu seus 53 milhões de eleitores e tudo faz para encobrir a corrupção que tomou conta do seu governo. Os prometidos projetos voltados para a educação, a saúde e o bem-estar social jamais foram apresentados, e hoje os respectivos ministérios estão entregues ao PMDB de Sarney, ao PP do Severino e a outras correntes políticas que ajudaram a afundar o país nos últimos 20 anos e contra as quais o ex-metalúrgico sempre lutou.
Marcio Raymundo da Silva, Fortaleza


A história mostra que arrogância e empáfia sempre afastaram a sabedoria e a razão, tão necessárias ao discernimento ponderado para a escolha de atitudes éticas. O que mais distancia um homem do senso crítico necessário ao exercício de uma conduta ética é achar-se "justo aos seus próprios olhos". É preocupante ver um chefe de Estado pretender "apropriar-se" da ÉTICA, que não pode prescindir, como ciência, da dúvida, e como saber filosófico, da humildade socrática de "ao menos saber que não sabe". O que a nação espera do seu presidente é uma atitude ética, não a sua opinião sobre si mesmo.
Elcio Carneiro Carvalho Junior, Niterói (RJ)


Talvez o cacoete adquirido no período da ditadura tenha induzido o presidente Lula e o deputado José Dirceu a assumirem discurso em que se colocam como perseguidos pela elite e pelos meios de comunicação, deixando de considerar que especialmente o presidente tem sido preservado e colocado à margem das ilegalidades praticadas por seu partido.
Jorge Schweitzer, Rio de Janeiro


"A democracia" - na jocosa observação de Harry Truman - "é o regime no qual periodicamente escolhemos nossos representantes e, depois, passamos o resto do tempo a falar mal deles". Tal comentário não seria desastroso, caso as instituições brasileiras tivessem a mesma credibilidade das americanas e o Brasil não fosse governado por um homem passional, sem a mínima capacidade executiva, que soberbamente se julga capaz de posicionar acima do bem e do mal ao afirmar que não existe no país alguém que lhe possa lhe dar lições de ética.
Roberto Ribeiro de Castro, São Paulo


Creio que a solução imediata para o país seria: a renuncia de Lula e a posse do vice, com a imediata convocação para eleições gerais já em todos os níveis. E que o povo brasileiro saiba escolher, de preferência gente nova, para que possamos realmente vir a ter alguma esperança, sem medo.
Procopio Panajote Papanis, Rio de Janeiro


Lamentamos profundamente que o nosso presidente, professor impoluto de moral e ética, por causa de seus inúmeros compromissos internacionais, não tenha tido tempo de ministrar a seus discípulos mais próximos estes conceitos que lhe são genéticos.
Geraldo Siffert Junior, Rio de Janeiro


Mais uma declaração desastrosa do presidente Lula: "A elite não vai me fazer baixar a cabeça". Qual elite? Os banqueiros? Os ricos? Os políticos do mensalão? Os deputados pastores da Igreja Universal com suas malas? Eles não têm do que reclamar. Não abuse, presidente, com bravatas, da nossa inteligência! Não esconda a realidade que todos vemos. O senhor não teve competência, durante todos esses anos, para detectar esse lamaçal.
Diva Paes, Niterói (RJ)

Era do medo

Imagine-se na Londres atual sendo perseguido por quatro desconhecidos pela estação do metrô, local de recentes atentados. A melhor opção, sem dúvida‚ correr, pois você não pode saber que são policiais à paisana que estão lhe perseguindo, e a primeira coisa que lhe vem à cabeça que são terroristas que estão atrás de você. Faltaram competência e coragem para a Scotland Yard nessa estupidez que matou um brasileiro, pois agiu de forma covarde ao dar cinco tiros à queima-roupa na cabeça do jovem indefeso. Por que não atirou nas pernas, já que o rapaz estava encurralado dentro do trem?
Habib Saguiah Neto, Marataízes (ES)


A morte de Jean Charles de Menezes deixa qualquer pessoa civilizada horrorizada. O que aconteceu foi um assassinato, realizado por um policial. A alegação que Jean Charles não teria obedecido instruções da polícia é, no mínimo, duvidosa, pois tratava-se, pelo relato de amigos e parentes, de pessoa trabalhadora e pacífica. Não seria de seu interesse desrespeitar a polícia. Jean Charles, sem arma, já caído ao chão, dominado, sem apresentar qualquer perigo para os policiais, foi baleado por cinco vezes na cabeça, sem que lhe tenha sido perguntado, sequer, seu nome. O que houve foi, isso sim, um assassinato.
Pedro Cunha, Rio de Janeiro

CPI dos Correios

As sessões públicas da CPI dos Correios, principalmente nas ocasiões em que são interrogados os principais personagens dos escândalos que estão abalando o PT, têm se transformado em programas de grande audiência na TV brasileira. Nestas ocasiões, é absolutamente divertido ver alguns deputados e senadores, que muito mais do que estarem preocupados com as perguntas e/ou as respostas relacionadas ao depoente, buscam principalmente utilizar os seus "15 minutos de fama".
Eurides Lima, Recife

'Sete Dias'

Na coluna de Augusto Nunes (ontem, pág. A26) em "Nem sempre o legal é legítimo", diante de diversos erros dos Deuses do Supremo, a máxima de Ulysses Guimarães deveria ser repontuada, em vez de: "Decisões do Supremo se cumpre, não se discute", passaria a ser: "Decisões do Supremo se cumpre? Não. Se discute". Ou então: "Decisões do Supremo! Se cumpre?! Não se discute?!
Wanderley J. Bueno, Rio de Janeiro


Enquanto o povo brasileiro, através das CPIs, urra, berra e grita por justiça (!), o Supremo Tribunal Federal "autoriza rematados pilantras", nas palavras de Augusto Nunes, a silenciar sobre seus delitos. Pois fique ciente o Supremo que "pilantras" que calam não consentem, mas quem garante o direito a um pilantra de se calar consente duas vezes.
Ricardo Campos Soares, Rio de Janeiro


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[25/JUL/2005]


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