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Arraiá do Torto
[05/JUL/2005]
Constrangimento é pouco, com relação ao Arraiá do Torto. A meu ver é falta de respeito ao povo, perplexo, vendo o Brasil atolar-se num mar de lama e os áulicos petistas festejando. Um deboche.
Nós, brasileiros, já estamos acostumados com as mentiras da política, com as mentiras nos jornais, com as mentiras nas revista etc... Estamos tentando mudar isso de todas as formas só que os meios acima não ajudam. O presidente Lula tem todo apoio dos petistas e do povo que deseja essa mudança. Não há outro homem (líder) neste momento igual ao presidente Lula. Desejamos que o Congresso, a Câmara e o Partido dos Trabalhadores façam toda limpa rápida.
Lamentavelmente temos assistido, com muita frequência e indignação, ao deputado Roberto Jefferson falar abertamente em desvio de vultosas cifras, decorrentes dos impostos que o povo já tão sacrificado é obrigado a pagar. Essas declarações são ditas com muita serenidade e cinismo, nas quais ele procura justificar tais atitudes como atividades políticas corriqueiras próprias do sistema democrático. Se isso é uma prática normal, então está tudo perdido e a democracia passa a ser prejudicial à sociedade. Até quando vamos ficar de braços cruzados esperando que esses políticos deixem de legislar em causa própria, gozando de imunidade parlamentar para fugir à responsabilidade?
Parabéns ao colunista pelo artigo sobre o PT e a linguagem de gafieira de Lula. Cabra para escrever bem, esse Augusto Nunes! É o que digo aos meus amigos.
Embora a reivindicação nos pareça justa, pois todos os funcionários públicos civis e militares estejam ganhando mal e muito abaixo dos seus pares dos poderes Legislativo e Judiciário, além de trabalharem oito horas diárias, com férias de apenas 30 dias e sem direito a horas extras, as manifestações das mulheres de militares já passou dos limites, pois impediram até o povo de participar da cerimônia da troca de bandeiras. Já deixou de ser movimento reivindicatório e virou balbúrdia e insubordinação.
O Almanaque, assinado pelo Mauro Santayana que o Jornal do Brasil publica aos domingos, sempre abre espaço relevante para um poema. A página é relativamente nova mas em pouco tempo se converteu na maior promotora (e divulgadora) da nossa boa poesia. Os que escrevem ou lêem poemas, e que sabem o valor transcendental da poesia, agradecem ao grande jornalista. Bom exemplo é o poema Corações Numerozos (com ''z'') publicado em 1925 e domingo reproduzido no JB. Bonito a gente saber que este foi um dos primeiros poemas com que o então jovem poeta Carlos Drummond de Andrade nos presenteou.
Nos últimos anos, se os dirigentes cariocas não ajudaram, os deuses do futebol deram uma força para que nenhum time do Rio fosse rebaixado. No campeonato deste ano, com 22 clubes e quatro rebaixados, será que estes tais deuses conseguirão repetir a sua proeza? É melhor os nossos dirigentes abrirem o olho e não contarem mais com a sorte que os tem acompanhado nos últimos anos.
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