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Esperamos que a excelente reportagem, publicada ontem no JB (Rede estadual de saúde também passa por crise, pág. A14) sobre o estado em que se encontra o Hospital Central do Iaserj no Município do Rio de Janeiro chame a atenção do Ministério Público sobre as absurdas ilegalidades que estão sendo cometidas contra o servidor público estadual em matéria de assistência à saúde. Que venha em socorro do servidor estadual o Ministério Público, ou os injustos dramas descritos na reportagem, que se repetem há décadas, quando adoecem, irão se repetir indefinidamente.
Maria Lucia de Andrade Pinto, Vassouras (RJ)

Calamidades na Saúde

  • O prefeito Cesar Maia, ao abandonar os hospitais públicos à própria sorte, proporcionando a intervenção federal, oferece farta munição aos seus futuros adversários na disputa presidencial e, ao autolavrar atestado de incompetência para gerir a área de saúde da cidade, deixa seus eleitores com a sensação de terem sido vítimas de calote eleitoral. Nos últimos meses temos acompanhado cenas que parecem retratar hospitais de campanha, com improvisações típicas de campos de guerra, não restando outra opção senão a decretação de estado de calamidade. Excelente chance de o governo federal reverter totalmente a situação da saúde no RJ e torná-la referência para os outros Estados.
    Jorge Schweitzer, procedência

  • A queda-de-braço entre a Prefeitura do Rio e o Ministério da Saúde, após grande sacrifício da população carente, finalmente teve seu epílogo com a intervenção federal. Espera-se, agora, que os hospitais públicos que haviam sido municipalizados voltem a operar, a contento, e com um mínimo de respeito. Não há dúvida de que o grande derrotado é o prefeito Cesar Maia por se mostrar tão inflexível e por manter, como o seu secretário de Saúde, um homem frio e calculista, acostumado às cifras e não às questões do coração e da saúde.
    Arnaldo Fontes, Rio de Janeiro

    Flanelinhas

    Há poucos meses, a PM, em conjunto com a prefeitura, realizou blitzs contra os chamados flanelinhas. Jogaram para a platéia, fizeram jogo de cena, e o que aconteceu? Estão todos aí onde sempre estiveram. Alguém consegue estacionar sem que não venha logo correndo o flanelinha?
    Panayotis Poulis, Rio de Janeiro

    Varig

  • É muito triste ver uma empresa de grande porte como a Varig, responsável pela permanência de 15 mil empregos, com faturamento bruto na ordem de R$ 7 bilhões, reconhecimento internacional e, ainda, com capacidade de alavancagem financeira, ter seu pedido de empréstimo, o que melhoraria o seu fluxo de caixa, negado pela direção do BNDES, sob a alegação política de má administração, o que não é coerente. Deste modo, o governo tem o compromisso ético de assumir um ''mea culpa'' neste cenário econômico da aviação civil brasileira.
    Maria Diniz, Rio de Janeiro

  • Se o Estado não regulasse e controlasse demais, como fez no passado com o congelamento de tarifas do setor aéreo, o governo não teria sido condenado pelo STJ a indenizar a Varig em R$ 2,2 bilhões (valor em 1994). Ao protelar o encontro de contas com a Varig, o governo não faz mais do que dar continuidade à equivocada intervenção no mercado, prejudicando a capacidade competitiva da empresa.
    Ivone Duarte Monteiro de Campos, Rio de Janeiro

    Deonísio da Silva

    Estou relendo, pela terceira vez, o recorte que fiz da coluna do Deonísio da Silva intitulada Livros do Além. Porque jornal fica velho no dia seguinte, mas textos do Deonísio e livros, como os citados por ele, não envelhecem e devem ser relidos quando, num mal momento, der vontade de ver Big Brother.
    Valmir Barbosa, Rio de Janeiro

    iniciativa privada

    A BAESA, concessionária responsável pelo aproveitamento hidrelétrico de Barra Grande, tem conduzido a construção de uma usina hidrelétrica situada entre os estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul com muita seriedade e responsabilidade. A empresa está comprometida com ações nos âmbitos social e ambiental que vão além de suas reais obrigações junto à comunidade local, sempre primando pelo desenvolvimento dos municípios atingidos. A BAESA assumiu uma série de compromissos para compensar o impacto que a construção da usina causa ao meio ambiente. O que nos causa estranheza é só agora terem as ONGs ambientalistas se manifestado a respeito, e não nas audiências públicas convocadas especificamente para tal fim. Estão acusando a BAESA indevidamente de fraude e nós não aceitamos essa hipótese. As araucárias, bem como a vegetação primária presente no local a ser alagado, foram descobertas somente quando a BAESA fez os estudos de mapeamento do uso e ocupação do solo, bem como o inventário florestal da região a ser desmatada. Este documento foi entregue ao IBAMA, que definiu uma série de ações compensatórias para a realização do corte de árvores, diversos e significativos ônus foram acrescentados ao empreendimento. É necessária uma análise ponderada deste assunto, para que não se corra o risco de que novos investimentos neste setor possam ser inibidos.
    Carlos Alberto Bezerra de Miranda, Diretor Superintendente da BAESA - Energética Barra Grande S.A.

    Meio ambiente

    É fundamental a instalação de indústria em qualquer município, mas não a qualquer preço. O prefeito César Maia mobiliza os prefeitos a votarem - a toque de caixa - um projeto de lei que transforma em industrial uma área agrícola em Santa Cruz, só para que a Michelin amplie suas instalações. Antes de ceder a área agrícola, os vereadores deveriam exigir um parecer dos órgãos ambientais. Não queremos o progresso a qualquer preço!
    Emanuel Cancella, Rio de Janeiro


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    [13/MAR/2005]


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