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George W. Bush


Ouvindo as breves palavras de Bush na comemoração de sua vitória, quem é que não lembrou, pelo menos por uns instantes, da Lei da Eugenia que foi sancionada em 1927 naquele país cristão-republicano? Precursora das idéias adotadas mais tarde por Hitler, essa lei tinha por objetivo a busca de uma raça única de seres humanos e chegou ao ponto de proibir no território americano o casamento entre pessoas consideradas incapazes (judeus, índios, negros, alcoolistas, epilépticos, doentes mentais, pobres etc.).
Ezio Flavio Bazzo, Brasília

  • O povo americano em sua maioria reelegeu Bush, que vai ter mais quatro anos para fazer a propaganda antiamericana. Nem durante os golpes militares, made in USA, na América Latina na década de 60 o ódio aos americanos no mundo foi tão grande como agora. Nossa solidariedade aos americanos que tentaram impedir nessa eleição mais quatro anos do Deus da guerra. O vídeo de Bin Laden atacou, às vésperas das eleições, Bush culpado pelas guerras e atentados. Era o que faltava para a eleger Bush. Bin Laden aposta na continuidade de Bush para justificar sua política sanguinária. Os eleitores de Bush se alimentam de guerra, guerra, diga-se de passagem, no território alheio. No 11 de setembro, os americanos experimentaram do próprio veneno e foram feridos em alvos estratégicos, no orgulho patriótico. Se achavam inatacável. Eleger Bush ou Kerry para muitos analistas seria trocar seis por meia dúzia. Fica a expectativa no mundo: Bush vai aprofundar e alimentar o ódio contra o seu próprio país? Fica o recado aos americanos: Quem gerou Matheus que o embale!
    Emanuel Cancella, Rio de Janeiro

  • Espero que a onda conservadora que atualmente assola os Estados Unidos, concretizada com a reeleição do presidente George W. Bush, não se espalhe pelos países do Hemisfério Sul. Minha preocupação procede, pois experiências anteriores comprovam a verdadeira fixação com que os governantes americanos encaram a ''missão patriótica'' de expandir suas ideologias políticas e econômicas, principalmente para os países da América Latina. Mais do que nunca temos de estar alertas para as artimanhas do Pentágono, principalmente diante da recente escalada de matérias negativas que estão sendo veiculadas na imprensa dos EUA, com sistemáticos ataques ao Brasil, chegando ao cúmulo de assacar até mesmo contra a imagem pessoal do nosso presidente.
    Júlio Ferreira, Recife

    Cúpula do Rio

    Muito oportunas e verdadeiras as declarações do presidente venezuelano Hugo Chávez, sobre a reunião do Grupo do Rio, quando afirma: '''andamos de cúpula em cúpula, e os povos, de abismo em abismo'' e Lula disse: pobreza zero. De acordo. Mas dizer é muito fácil, agora, fazer, como? Que o presidente Lula desça do pedestal em que está, pare com seu discurso vazio e escute as sábias palavras de seu colega venezuelano.
    Renato Khair, São Paulo

  • É simplesmente vergonhoso e inconcebível que possa haver um esquema de segurança envolvendo a presença das Forças Armadas para chefes de Estado, quando o povo do Rio de Janeiro é vítima da violência diária, sem que o governo federal crie um esquema de segurança para proteger esse povo, já que não podemos contar com o governo do Estado. Se as Forças Armadas são necessárias nas ruas para garantir a integridade e a segurança de chefes de Estado, está provado que o povo sem a presença desse esquema está condenado a ser vítima da violência que está institucionalizada em nossa cidade.
    Paulo Sergio Rocancourt Araujo, Rio de Janeiro

    Apagões

    Os moradores da Ilha do Governador (RJ) voltaram a sentir, semanalmente, as agruras dos apagões. Bastam umas nuvens e/ou uns ventinhos, e lá se vai a energia, por boas meias horas. A atual concessionária, estatal francesa, quando ''privatizou'' a antiga estatal brasileira, deu a impressão que iria cumprir as condições da concessão. Esperamos que a Aneel, juntamente com as sanções administrativas contratuais, aplique também o mínimo que os consumidores merecem, que é uma multa correspondente às horas que cada um de nós ficou sem a energia contratada.
    José M. Duarte, Rio de Janeiro

    PT e eleições

    Será que Lula, Genoíno e Zé Dirceu ''entenderam'' o que as urnas tentaram lhes dizer? Será que viram a insatisfação do povo com o ''engodo'' que nos foi impingido por eles? Acho que está na hora de o governo ''cair na real'', ou seja, entender que o povo brasileiro não é tão otário quanto eles pensam.
    Corina Paupério, Rio de Janeiro

    Lula e Haiti

    Diz um velho provérbio oriental: ''quando quiseres arrumar o mundo, dá antes sete voltas em volta da tua casa''. ...demonstrando grande espírito de desprendimento, iniciativa e amor ao próximo, não estará o Presidente Lula, prestando tanta solidariedade ao Haiti, voltando as costas para sua própria casa, onde estamos lutando heróica e ferozmente para tentarmos sem sucesso pagar a escola de nossos filhos, encher o tanque de gasolina e o carrinho do supermercado. Este é o famoso ''programa de solidariedade com a pobreza'' da política presidencial?
    Nereu Peplow, Curitiba

    Volta à normalidade

    Depois de longa calmaria, eis que o movimento no Congresso volta ao normal com o senador baiano ameaçando alguém com seus nunca vistos dossiês. É a vida seguindo seu curso para lá de exótico: Bush vencendo as eleições, Rosângela brigando por refinaria, candidatos derrotados assumindo embaixadas, Exército nas ruas só para proteção de autoridades, as pessoas de bem sendo arrasadas pelo desemprego, assassinadas pelos traficantes, pelas balas perdidas, pelos policiais com seus carros importados etc.
    Jorge Teixeira, Rio de Janeiro

    Miséria

    Diferentemente de há algum tempo atrás, as pessoas que fazem distribuição de alimentos têm agora o pudor de dizer que ''isso não resolve''. Não só não resolve como ainda mantém os miseráveis na miséria. O que resolveria seria o que o presidente Lula prometeu quando ainda estava em campanha: a distribuição farta de empregos. A população carente tem de esperar pelo Natal, se agüentar até lá, para comer.
    Mariúza Peralva, Niterói (RJ)

    Horário de verão

    A insensata hora de verão é uma decisão anualmente imposta à maioria da população brasileira, que não a avaliza. Um projeto de lei do ex-deputado Elias Murad, de Minas Gerais, proibia a adoção de horas diferentes das dos fusos horários geográficos, baseados em Greenwich. Uma comissão da Câmara, por onde o projeto tramitava, houve por bem saber a opinião dos tecnocratas do Ministério de Minas e Energia, e, como eles alegassem vantagens econômicas, a dita comissão arquivou o assunto, sem levar em consideração o ônus social desta medida estapafúrdia. Afinal, que democracia é esta? Vamos propor novamente o fim desse tormento!
    Roldão SimasFilho, Brasília


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    [07/NOV/2004]


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