Incrível, fantástica e extraordinária a entrevista do prefeito reeleito Cesar Maia ao
JB de 10/10, pág. A3. Esta cidade, que já teve como prefeitos Pedro Ernesto, Henrique Dodsworth, Dulcídio Cardoso, Negrão de Lima, dentre outros, não merecia do atual alcaide fala tão insensível e irresponsável quando diz textualmente que usou de ''truque'' na campanha em relação à área tão fundamental como a saúde. Dito por uma autoridade, é inacreditável, além de na prática eximir de culpa por falta de condições de trabalho médicos e profissionais de saúde que trabalham na unidades municipais de saúde do Rio.
Anthony Kudsi Rodrigues, Rio de Janeiro
Violência carioca
A inocência do Sr. Álvaro Lins, ao afirmar que os traficantes subordinados ao falecido marginal Irapuan estão desarticulados e terão dificuldades em substituir o ex-chefe, só não beira a comédia porque o assunto é por demais sério. O tráfico sempre substituiu, substitui e substituirá os falecidos líderes em tempo recorde. A marginalidade age rápido porque prescinde de burocracia. Para ela, só interessam os objetivos. Talvez seja este tipo de atitude que falta à polícia, em todas as instâncias.
Fernando Duarte Gomes Cancela, Rio de Janeiro
Emir Sader
Que bela crônica tive o prazer de acabar de ler (Neoliberalismo no esporte, de Emir Sader, 10/10, pág. A13). Só lamento não poder concordar com alguns pontos. Não acho que o poder público deva financiar a formação de atletas. Deve, isto sim, preocupar-se em melhorar o atual sistema de ensino que é muito ruim. Concordo em grande parte com outros argumentos e acrescento que a atual lei que rege os esportes deve sofrer algumas modificações.
Ricardo Pereira Lima Haddad, Itapetininga (SP)
Antonio Sepulveda
No artigo Salim Ribbentrop e Molotov da Silva (ontem, pág. A11), Antonio Sepulveda parte de um ponto: a recomendação do PP, a seus integrantes, para apoiarem o PT, no segundo turno do pleito paulistano; e chega a outros pontos, tais como: O PP e o PT, unidos, em ''(...) possíveis juras e promessas mútuas (...)'', ''(...) em face da cobiça imensurável daqueles que se debatem na lama apodrecida do cenário político nacional''. Talvez, motivados pela inércia do governo em face das ilegais investidas dos sem-terra, alguns pretendam estar, também, livres e intocados, legitimados em seus movimentos dos sem-nexo, sem-coerência e sem-propósito.
Marcelo Gomes Jorge Feres, Rio de Janeiro
George W. Bush
Quando o mundo pensava que já tinha visto tudo em matéria de ''armações'' engendradas pelo presidente George W. Bush, com o intuito de enganar a opinião pública, a exemplo da mentira em relação ao fictício arsenal de armas de destruição em massa em poder de Saddam Hussein, utilizada para justificar a invasão ao Iraque, depara-se agora com o escândalo causado pela descoberta de que o presidente americano utilizou o fraudulento recurso do ponto eletrônico. É o fim da picada!
Júlio Ferreira, Recife
Governo Lula
Paradoxal mas perfeita as duas análises do Governo Lula, feitas por dois expoentes do pensamento político nacional no JB, de 12/10. A entrevista com o prof. Candido Mendes (Lula é o pedagogo da esperança) aparentemente se contrapõe com o artigo Qual o futuro da esquerda petista, do jornalista Milton Temer. Duas primorosas avaliações do cenário político atual que, mesmo ilusoriamente controversos, apontam, creio eu, para um denominador comum, para já em 2005. Falo da retomada, finalmente, do começo de mudanças nos rumos da alta administração pública. Os leitores do JB foram assim brindados com as excelentes explanações que elevam o nível do debate político do que seremos.
José de Anchieta Nobre de Almeida, Rio de Janeiro