E-mails e telefones
Shopping JB Online
Home
Tempo Real

Colunistas
Solucionática
Proteção de tela não salva alteração

Informe JB
Meninos, eu vi

Cartas
O combatente

Horóscopo

Língua Viva
O bêbado e a balzaquiana

Gente
No mundo de Alice

Charge Online

Márcia Peltier
Mais um round

InSite
A bolha do anti-spam

Nas Páginas da História
8 de Dezembro no JB

Informe Econômico
Acordo difícil

Boechat
Saltos e riscos

Gilberto Amaral
Direitos humanos

Marcus Barros Pinto
A verdade ameaçada

Marcos Caetano
A nau dos desesperados

Conexão Blogger
Presentes natalinos

Hildegard Angel

 


O combatente


Feliz do homem que consegue, ainda em vida, a glória de ver seus feitos reconhecidos e seu nome ser alcançado pela justiça histórica. Esse é o caso de Apolônio Pinto de Carvalho, antigo combatente internacional das causas libertárias. Hoje, aos 92 anos, Apolônio consegue coroar uma existência de lutas, com a certeza de que sempre esteve do lado certo, ajudando os oprimidos no embate contra a tirania e a opressão. Ainda na juventude, expulso do Exército Brasileiro devido à sua oposição ao totalitarismo de Getúlio Vargas, exilou-se na Espanha, onde emprestou sua coragem e entusiasmo ao povo espanhol, durante os sangrentos anos da Guerra Civil. Mais tarde, quando a França foi ocupada pelas tropas nazistas, engajou-se na Resistência Francesa, atuando no sistema de desestabilização das forças invasoras. De volta ao Brasil, na clandestinidade, recomeçou sua militância, opondo-se, com vigor, ao regime militar, assumindo, mais uma vez, os riscos e os sacrifícios que cercam aqueles que não admitem a omissão ante os regimes ditatoriais. Parabéns ao guerreiro das causas populares!

Júlio Ferreira, Recife (PE), por e-mail

Cultura

Nosso país possui uma estranha cultura de impunidade. Se não, vejamos: alguns ministros cometem falhas grosseiras e são prestigiados e perdoados pelo presidente, o que dificilmente ocorreria em países do Primeiro Mundo. No mínimo, pediriam demissão por vergonha. O principal zagueiro da Seleção Brasileira comete erros bisonhos em jogos importantes das Eliminatórias da Copa e nem sequer é pensada a sua substituição, para ''preservar'' o jogador. No entanto, o técnico do Uruguai, ainda no primeiro tempo, sacara um jogador e, com isso, conseguiu ótimo resultado para a sua Seleção.

Mariza Renata Zamora, Rio de Janeiro, por e-mail

Saneamento

O governo federal não fornece dinheiro para a construção de sistemas de drenagem urbana e outros sistemas de saneamento, no que faz muito bem, considerando os desperdícios envolvidos. Sistemas de drenagem e de esgotos custam, para se manter operando, cerca de 8% a 10% de seu custo de construção, por ano, como sabe qualquer funcionário da área de saneamento das duas Coréias, do Japão e da China. Mas essas verdades elementares levam tempo a chegar por aqui, principalmente se esses sistemas de drenagem receberem, com as chuvas anuais, a contribuição de esgotos domésticos, desviadas pelos sistemas incompletos de esgotos sanitários, que servem de excelente adubo, graças à indiferença dos órgãos públicos que deveriam operar esses sistemas. Para construir sistemas, há sempre dinheiro de empréstimo dos órgãos internacionais - aos quais já devemos cerca de US$ 3.000/cabeça - e o interesse das empresas de construção.

Amarilio Pereira de Souza, Rio de Janeiro, por e-mail

Barulho

Tenho 70 anos e meu marido 76. Moramos em um edifício na Rua São Clemente, e nosso quarto fica em frente ao Morro Dona Marta. Há muitos anos estamos agüentando um barulho insuportável, durante noites inteiras de fins de semana, mais precisamente, de sexta a domingo. Há uma Lei do Silêncio que deve ser respeitada e cumprida. Atualmente, somos obrigados a viver tomando tranqüilizantes e, mesmo assim, não conseguimos superar esse problema terrível. Telefonei para a PM, 190, e nada consegui. Aliás essa tormenta dos seis dias por semana fica próximo do batalhão da PM. O barulho, por vezes, ultrapassa as 12 horas.

Olívia Brandão, Rio de Janeiro, por carta

Nova Dutra

Solidarizo-me com os leitores que em carta (27/11) expuseram o descaso da Nova Dutra quanto a seus usuários. Não se trata só das obras na Serra das Araras, já atrasada em relação à promessa de obras. Do mesmo modo, a pavimentação deixa a desejar em alguns trechos, em especial no da Baixada Fluminense, e também sem sinalização horizontal. Laterais de pistas sujas, buracos mal recapeados, falta de drenagem em alguns pontos, deixam inundadas a pista em dias de chuva, e por aí vai. O que foi feito do plano original, quando da privatização? Já é hora de o Ministério dos Transportes dar uma olhada nos compromissos dessa empresa vis-à-vis o contrato de concessão e multá-la nos itens que não estão sendo cumpridos. Aumentar o pedágio, ela o faz regularmente, sem a contrapartida nos serviços.

Carlos Santos, Rio de Janeiro, por e-mail

Fluminense

Na condição de Tricolor, fico imaginando e indignado como o presidente David Fischel, Diretoria e Conselho Deliberativo do Fluminense permitem que a fornecedora de material esportivo do clube faça, do tradicional uniforme tricolor, uma experiência no mínimo bizarra. A camisa em que a cor grená predomina é horrível, deixa o time, que já não é lá essas coisas, com cara de time pequeno. Existe uma máxima no futebol que deve ser respeitada: camisa também ganha jogo.

Euclides Netto, Rio de Janeiro, por e-mail

Mata Haris e Joanas

O Brasil é o celeiro de Mata Haris, mulheres traiçoeiras, que, depois de usufruir, usar e abusar de todas as mutretas, safadezas e ilícitos ao lado de seus ex-maridos, passam a defender a lei e a ordem, usando fitas ou grampos em troca do perdão judicial, ao mesmo tempo em que não querem abrir mão do que conquistaram ilegalmente. As Mata Haris, como a origem da lenda, terminam do pior modo possível, traídas por si mesmas, na ânsia de sempre sair por cima. Triste, todavia, o opróbrio da ignomínia, nas quais as Joanas D'Arc, como Heloísa Helena, sobrevivem, como o jornalista que não se vende ao poder de plantão: fica difícil expurgar quem é a memória viva 24 horas por dia. Ser sempre íntegro, eis a questão.

João Diogenes Caldas Salviano, Recife (PE), por e-mail

BR-101

Tenho passado com freqüência pela BR-101, no trecho entre Rio e Macaé, e queria saber como os representantes do governo querem diminuir os índices de acidentes no trânsito em estrada cheias de buracos, em que caminhões se jogam de um lado para o outro para desviar-se de verdadeiras crateras no asfalto, além do absurdo de ter apenas uma pista. Sendo uma estrada federal, com enorme movimento de ônibus, caminhões e carros, já que essa via é passagem do Rio para todas as cidades do litoral do Espírito Santo e Nordeste.

Priscilla Gomes, Rio de Janeiro, por e-mail

Filme queimado

Em nome da tal austeridade fiscal e monetária, o governo do PT vem cometendo desmandos históricos. O INSS paga benefícios a cerca de 105 mil pensionistas e aposentados com mais de 90 anos em todo o Brasil. Saber voltar atrás em ações reconhecidamente impopulares ou ineficazes é uma qualidade a ser destacada em qualquer governo. No entanto, quem chega ao poder deve ter em mente que é preciso cultivar o hábito de ''acertar de primeira'', para não ter de abusar daquela prerrogativa. Ao se lançar medida de tamanho impacto, que pela sua própria natureza tem o poder de mexer com a vida de tanta gente, é indispensável que se use dos recursos técnicos disponíveis para avaliar os seus efeitos junto à população, antes mesmo que ela seja posta em prática. Não é para isso que servem as equipes de especialistas e tecnocratas que infestam os ministérios? Quando se queima essa etapa, passa-se a impressão de desencontro, falta de comando e despreparo dos técnicos e políticos a quem cabe zelar pelo bom funcionamento do Estado.

Claudio Vitena, Rio de Janeiro, por e-mail

Humilhações

Um país que não respeita seus idosos tem o mesmo futuro daquele que não investe em sua juventude. É o caso do Rio de Janeiro, no que se refere à gratuidade nos transportes públicos, nos quais os idosos são freqüentemente desrespeitados em seus direitos, com a criação de assentos exclusivos e sempre insuficientes para a demanda, numa cidade reconhecida pela elevada incidência de cidadãos de maior idade. Vale para ônibus e metrô. Chega à beira do constrangimento vê-los amontoados e de pé, ao fim de existências dignas e aposentadorias ralas, tendo mais esse direito aviltado.

Marcelo Frick, Rio de Janeiro, por e-mail


[08/DEZ/2003]


   Home > Colunas > Cartas


Tempo Real | Brasil | Economia | Esportes | Rio | Internacional | Colunas
Internet | Caderno B | Domingo | Programa | Musicalidade | Viagem | Acelera
Idéias | Horóscopo | Especiais | Opinião | Editorial | Charge | Cartas



  Aumentar letrasDiminuir letrasVersão para imprimirEnviar matéria