Tem sido comentado, a toda hora, a viagem da ministra Benedita a Buenos Aires e as suas despesas. Embora eu seja brizolista e anti-PT, acho uma certa hipocrisia da imprensa e principalmente dos políticos, neste caso. Ora, se ela tivesse malícia teria dito, antes da viagem, que iria fazer visitas oficiais e políticas. Pergunte-se a políticos e diretores de bancos estatais e de órgãos oficiais, como se faz. A Benedita não tem malícia. A moda de quase todos os diretores de bancos estatais que assumem é viajar pela Europa e pelos EUA, sempre com a familia, com recursos do contribuinte, justificando que vão estudar o mercado. A Benedita errou por boa-fé e talvez seja punida e execrada. Enquanto isso, para livrar ilustres nomes, doutores em rapinagem, tramitam no Congresso cerca de 11 projetos para beneficiar a impunidade e improbidade, impedindo que o Ministerio Público, Tribunais de Contas, etc. investiguem congressistas, governadores, políticos eleitos e outras autoridades.
Olavo Lustoza, Rio de Janeiro, por e-mail
Benedita da Silva é o perfeito retrato da maioria dos políticos brasileiros, principalmente aqueles que são oriundos das classes menos favorecidas : uma vez no poder, vamos tratar de aproveitar enquanto estamos nele. No caso da referida senhora, agrava-se o fato de ela ter tido uma administração no Rio de Janeiro altamente comprometida pela solerte incompetência, e agora, paira essa séria suspeita de uso do cargo público para proveito próprio, para não dizer outra coisa. A única coisa certa e honesta que resta é ela pedir para sair e rapidinho. Quando eu me referi a ''classes menos favorecidas'' eu quis dizer não só no sentido social e financeiro, mas também moral e intelectivo.
Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves, São Paulo, por e-mail
Foi infeliz a ministra da Assistência e Promoção Social, Benedita da Silva, em sua viagem à Argentina, segundo a mídia, para participar de um encontro religioso à custa do contribuinte. A propósito, assegura a Emenda Constitucional nº 19, de 4/6/1998: ''A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...). Tempestivamente o Ministro da CGU, Waldir Pires, recomendou, a Sua Excelência, devolver ao erário, todo dinheiro gasto indevidamente. Acontece que tais gastos, são irrisórios, se levarmos em consideração a debandada, do alto escalão dos ministérios, requisitados de outros Estados, sem necessidade, ganhando três salários de ajuda de custas, acrescido de ajuda moradia de quase R$ 2.000, e quando chega às sextas-feiras, arribam para suas origens, desperdiçando o dinheiro público, com passagens e diárias, e ainda têm a desfaçatez de justificar viagem a serviço. Diante de tais desregramentos, exijo, da CGU, fazer um levantamento de tais viagens, desde a época do (des)governo FH, e punir os responsáveis.
Vasco Vasconcelos, Brasília (DF), por e-mail -
Desarmamento
Para conhecimento do JB, envio cópia de mensagem remetida por mim aos deputados federais: ''Há que se preparar muito bem todas as pessoas que querem ou precisam usar armas legais e garantir a todas elas o direito ao porte legal. E os criminosos de toda espécie, incluindo os policiais, juízes, promotores, militares etc., todos devem ser desarmados. Ninguém é ingênuo para achar que todos os policiais do Brasil são preparados para usar armas. Basta olhar e ver o quase total despreparo que há. É preciso apenas mudar a forma de concessão e manutenção de portes de arma para todos os cidadãos honestos que comprovem saber e poder usar armas de defesa. Quem tem porte legal de arma de defesa e sabe usá-la, não comete crimes nem sai atirando a esmo. E não me venham com aquele discurso de ONG: em 99,999999% dos casos em que um cidadão honesto utiliza arma em sua defesa, se dá mal. Isso não é verdade. Este cidadão que lhes escreve está vivo por causa da minha arma legal de defesa, com o respectivo porte, que consegui com muita dificuldade. Escapei de ser morto em local ermo, próximo a Brasília, apenas porque estava armado! E, para isso, não foi preciso disparar, não cometi nenhum crime, apenas sobrevivi. E, se não fosse eu, não seria ninguém que iria me defender naquela situação. O que eu poderia fazer? Ligar para a polícia? É óbvio que nada disso foi registrado e nem entrou em estatísticas. Senhores, não confundam cidadão honesto com bandidos. Desarmem os bandidos, acabem com as armas ilegais, mas deixem os cidadãos honestos e capazes se defender. Infelizmente, o Estado não pode nos defender.''
Paulo Marco C. Perez, Rio de Janeiro, por e-mail
Esse projeto é um absurdo. O primeiro homicídio registrado pela história bíblica (Caim mata Abel) aconteceu num período em que não havia armas de fogo. O governo federal não quer enfrentar as origens da criminalidade (miséria, baixa escolaridade, desemprego, treinamento precário e baixos salários dos policiais), oportunidade em que escolhe um ''bode expiatório'', o cidadão de bem que possui uma arma de fogo legalmente registrada para se defender.
Pedromar, Rio de Janeiro, por e-mail
Campanha JB
Concordo plenamente com o juiz Alyrio Cavallieri (9/10), a campanha institucional do JB e de agências de publicidade foi perfeita, sinto não tê-las colecionado. Sugiro ao JB a publicação delas, como revista especial ou disponibilizadas na internet. Creio que seriam usadas em diversas campanhas contra violência e em aulas de publicidade.
thordezi@ig.com.br
Qualidade da água
A Cedae publicou na Gazeta Mercantil (8/10) síntese de resultados analíticos da água distribuída de julho a dezembro de 2002. É possível verificar que alguns resultados de alumínio (Italva, Quissamã e Varre-Sai) encontram-se acima do limite permissível. Três dúvidas ficam pendentes: 1 - Quando serão publicados os resultados dos demais municípios servidos pela Cedae, particularmente os relacionados ao município do Rio? 2 - Que conseqüências têm sobre a saúde, o consumo de água com excesso de alumínio? 3 - Qual o órgão público é responsável pela fiscalização da qualidade da água distribuída pela Cedae e que providências ele toma quando essa água está fora dos padrões de potabilidade?
Fernando F. Cruz, Rio de Janeiro, por e-mail
Direitos humanos
Estranhei as críticas feitas ao presidente Lula por não ter abordado com Fidel Castro o tema dos direitos humanos. Na imprensa estrangeira, Le Monde e outros, vá lá, entendo. Que presidente brasileiro teria moral para tratar desse assunto após o brutal espancamento, seguido de morte, do cidadão chinês em dependências policiais do Rio, portanto do governo brasileiro. Lula sabe o que faz e está bem assessorado pelo chanceler Celso Amorim. Pelo menos, nesse episódio, evitou-se o ridículo. Nesse assunto temos que manter extremo low profile. Nosso desrespeito, ou omissão pelos direitos humanos clamam aos céus.
Marco Aurélio Chaudon, Rio de Janeiro, por e-mail
Light
Deixa ver se eu entendi: então a Light compra energia mais cara, repassa ao infeliz do consumidor a preços dolarizados, não faz reparos na rede, cobra uma tarifa escorchante e quer 51% de aumento?! Qual o investimento que os franceses fizeram aqui? A Light diz ter 3 milhões de clientes, se cada um desses consumir o mínimo da tarifa residencial (30KW) que custam R$ 0,10272, que resultam numa conta de R$ 3,08 que, multipilicados por 3 milhões é igual a: R$ 9,.240 milhões, se considerados apenas o exemplo acima, sem contar quem paga muito como o comércio e a indústria e até residências de alto poder aquisitivo. Onde ele querem chegar? Sr. Presidente, cancele essa privatização, se for possível, e judicialmente tome uma atitude ou teremos mais apagões e desemprego.
Sergio Figueiredo, Rio de Janeiro, por e-mail