''Mais um covarde e cruel atentado terrorista contra Israel, ceifando a vida de mais de 20 pessoas e deixando no mínimo 40 feridos, entre estes, mulheres e crianças. Vamos ver quais serão as manifestações do mundo livre, da ONU, da Comunidade Européia, dos defensores dos direitos humanos, e da imprensa, a respeito de mais essa barbárie, que já se tornou cotidiano no Oriente Médio. É preciso que algumas lideranças do mundo deixem a hipocrisia de lado, envergonhem-se um pouco, ponham a mão na consciência e partam definitivamente ao ataque contra aqueles que financiam, lideram e patrocinam atos terroristas - o mundo bem os conhece -, os quais, objetivam interesses mesquinhos e muito pouco ideológicos. Apenas uma pergunta aos aproveitadores e oportunistas de plantão, os mesmos de sempre nos quatro cantos do mundo, que, certamente, virão a público se manifestar como de hábito: de que modo vocês querem que Israel reaja a mais essa agressão?''
David Neto, São Paulo, por e-mail
''É lamentável que um jornal de prestígio, como goza o JB, trate de um assunto tão delicado com tremenda irresponsabilidade. Ter colocado na Pergunta de Hoje do JB Online a frase: 'Israel tem o direito de atacar supostos acampamentos terroristas para defender o país?', é no mínimo uma brincadeira de mau gosto e com certeza elaborada por pessoas que não fazem idéia do que se passa e do que se passou naquela região nas últimas décadas.''
Bruno Gottlieb, Rio de Janeiro, por e-mail
''Chegou a hora de a Síria dar uma resposta militar a Israel pelo ataque em seu território. Israel vem mostrando à comunidade internacional que não conhece outra linguagem senão a da violência. A resistência palestina aumentará. Acho que a situação no Oriente Médio mudará de figura a partir do momento em que o Irã tiver terminado de construir sua bomba atômica.''
Carlos Ilias Skaf, Rio de Janeiro, por e-mail
''No eterno conflito infelizmente nada se vislumbra de concreto em termos de paz. Para piorar, depois do recente, acintoso e provocador ataque sionista à Síria, sem motivo real, o presidente Bush colocou mais lenha na fogueira quando declarou que Israel tem o direito de se defender. E os árabes? Devem fazer o quê? Assistirem passivamente sua gente ser assassinada e suas terras serem invadidas e roubadas, sem terem o sagrado direito de reagir? Israelenses saem pela Palestina e países vizinhos, armados até os dentes, bombardeando e matando gente inocente pelo fato de terem medo, pois quem deve, teme. Eles vêem chifres em cabeça de cavalo. Enquanto Sharon e Bush dominarem o trágico cenário daquela região árabe, com parcialismos e humilhações, existirão, e até aumentarão, os grupos patriotas de defesa. Hizballah, Jihad, Hamas, entre outros, são chamados de terroristas, quando o maior causador da desgraça e do próprio terror, são os invasores sionistas que usurparam a Palestina e que contam com o beneplácito do terrorista mor, os EUA. Sem diálogo para uma paz justa que contemple os palestinos, a existência desses grupos está sendo a única forma de enfrentar o poderoso exército israelense, patrocinado por Tio Sam, na intromissão sionista em terras árabes palestinas. Salam!''
Fernando Al-Egypto, Rio de Janeiro, por e-mail
''É evidente que antes de bombardear traiçoeiramente a Síria, Sharon consultou e obteve pleno aval e incentivo de Bush, afinal, ele e sua indústria bélica vivem e dependem disso. O pretexto de campo de treinamento de terroristas em território sírio é o mesmo artifício da existência de armas de destruição em massa utilizado pelos EUA quando da invasão do Iraque. A Síria nem deveria perder tempo com a ONU, em face de sua atual inoperância, aliado ao fato de que todos sabem que para Israel e EUA essa entidade nem existe. Os países árabes deveriam, sim, acabar com essa indiferença entre si e se unirem visando o inimigo comum Israel, que a cada ano aumenta mais seu poderio militar à custa dos EUA, e vivem constantemente impondo humilhações aos árabes, cuja única forma de dar algum troco é pelo sacrifício de homens e mulheres-bomba.''
Habib Saguiah Neto, Marataízes (ES), por e-mail
Ministra Benedita
''Todos somos responsáveis pelos desmandos que acontecem no país, afinal, somos nós que colocamos nossos governantes onde estão. Até agora, nunca me havia arrependido dos votos que dei, mas, hoje, eu não voltaria a votar, como já fiz três vezes, em dona Benedita. Ministra, assim como a mulher de César, também a ministro não basta ser honesto, ele tem que parecer honesto.
Suely Lourenço, Rio de Janeiro, por e-mail
''Considero o ministro Waldyr Pires um dos homens públicos mais honrados deste país. Espero sinceramente que, à frente do Ministério do Controle e da Transparência, ele leve até o fim a averiguação do rumoroso caso da viagem a Buenos Aires da ministra Benedita da Silva. Uma ocorrência séria como esta não pode terminar em declarações de boa vontade. Estão em jogo a ética e a transparência no exercício da função pública.''
Carlos Henrique Moreira, Nova Friburgo (RJ)
Constituições
''Numa sociedade, num mundo onde as transformações são cada vez mais vertiginosas, é por demais evidente que as Constituições não irão durar para sempre, isto é uma ilusão do pensamento jurídico, claramente de caráter conservador, que a história sempre desmentirá.''
Marcus Cruz, Rio de Janeiro, por e-mail
Relator da ONU
''A ONU deve enviar um relator ao Brasil para inspecionar o Judiciário e o andamento de processos referentes à atuação do crime organizado. Isso é uma ofensa à soberania nacional e à liberdade de nosso povo. O Judiciário tem muitos problemas, muitas falhas, mas nós, brasileiros, temos liberdade de acertar ou errar. É no voto que o povo acerta ou erra, este e o princípio da democracia, a ONU ou país algum não tem o direito de inspecionar nosso Judiciário, pois o Brasil rege suas relações internacionais pelo principio da independência nacional, na prevalência dos direitos humanos, na auto-determinação dos povos e no princípio da não-intervenção.
Otaviano Faria Brito, Rio de Janeiro, por e-mail
Visões
''O mesmo jogo, o mesmo lance, descrito de duas maneiras diferentes. No JB, o golaço de Lopes, do Fluminense, no jogo contra o Vitória, recebeu a seguinte narrativa: 'O Fluminense só acordou com o bonito gol marcado por Lopes, aos 33. O meia recebeu na entrada da área, ajeitou no peito e chutou de esquerda, com categoria, no ângulo do goleiro Juninho.' No jornal concorrente: 'O jogo só saiu da monotonia graças à grande jogada individual de Lopes, que transformou em gol a primeira grande chance do Fluminense na partida. O meia caiu pela direita, livrou-se do marcador com uma pedalada e tocou por cobertura, de perna esquerda, sem chances de defesa para o goleiro Juninho'.''
Antonio Castigliola, Rio de Janeiro, por e-mail
Intocável
''Mais uma vez o presidente do Supremo Tribunal Federal deixa claro com suas atitudes que o sistema judiciário brasileiro se julga intocável e não aceita críticas. A morte recente de duas testemunhas, entrevistadas pela inspetora da ONU, não deixa dúvidas sobre o desrespeito aos direitos humanos no Brasil, e nisso, de alguma forma, o sistema judiciário deveria intervir, mas, assim como no caso da redução de privilégios salariais, o Supremo nega qualquer interferência externa. O governo Lula precisa aproveitar o grande respaldo popular que ainda possui para tomar alguma atitude urgente que diminua o poder dos intocáveis.''
Alexandre Clistenes, Feira de Santana (BA), por e-mail
Correção
O texto na pág. 40 da revista Programa nº 28, na seção Descobrindo o Rio, sobre as festas no Corcovado, não estava claro em relação ao preço do evento. São gratuitas apenas as festividades no Cristo Redentor. O bilhete para o trem do Corcovado não é grátis. Está com desconto só até hoje, custando R$ 15 para cariocas que apresentarem certificado de residência na cidade, como contas de água, luz ou gás.