''Como milhões de cidadãos, das mais diversas nacionalidades, sou contra a guerra no Iraque. Os Estados Unidos não têm o direito de iniciar essa guerra. O mundo não pode estar submisso aos interesses da indústria de armamentos, que decide onde e quando fazer guerra. Não importa que nosso grito de indignação não seja ouvido. O importante é dizermos não à guerra. Vivi e estudei nos EUA. Sei que milhões de americanos também são contrários à guerra, não obstante a propaganda que se faz dela por alguns poderosos meios de comunicação.''
João Baptista Herkenhoff, Vitória, por e-mail.
Bomba
''O texto mais do que objetivo do professor José Carlos Azevedo, Para fazer a bomba (16/1), vem salvar-me perante amigos e alunos do título de ''gozador'', pecha que obtive quando minimizei a polêmica da ''bomba A brasileira''. Eu lhes disse que uma passada na Saraiva Megastore ou em uma Amazon.com dessas da web, era o que bastaria para o Brasil dominar o conhecimento necessário ao preparo da bomba. Por isso, tal como o professor, considero essa polêmica coisa menor. Dentro de uma nação com tantos problemas, ficamos a discutir o sexo dos anjos. Agora recortei e coloquei dentro da agenda o artigo; vou exibi-lo aos que duvidaram da minha afirmação. Obrigado, professor Azevedo.''
Saint-Clair Lopes, Niterói, por e-mail.
Fidel Castro
''A carta de Maria Inês Duque Estrada (16/1) me fez refletir sobre um fato interessante. O Brasil passou 20 anos de ditadura e agora celebra a democracia que nos custou tanto conseguir. No entanto, ainda existem pessoas que idolatram um ditador como Fidel Castro. Cuba patrulha suas fronteiras, diferentemente de outros países. Enquanto os Estados Unidos tentam impedir que entrem em seu território, Cuba evita que a população fuja. Um país no qual não existe liberdade de expressão e cuja economia se baseia no recebimento de dinheiro que os exilados mandam para suas famílias não pode servir de modelo. Ditadura no país dos outros é refresco.''
Daniel Bernd, Rio de Janeiro, por e-mail.
Internet
''Interessante país, o nosso. Um terço da população mal sabe ler e escrever, incluindo aqueles que freqüentam ou freqüentaram escolas, e devemos ter outro tanto de analfabetos. Mas a Embratel apresentará projeto ao ministro das Comunicações objetivando levar internet a todas as escolas do país, de olho, é claro, nos recursos do Fust. Como hoje em dia ninguém é reprovado no primeiro grau, certamente aqueles que freqüentarem a escola durante oito anos receberão um diploma de ''analfabetos virtuais''. Deveríamos colocar o pé no chão. Educação é coisa séria.''
Ernani A..B. Filho, Rio de Janeiro, por e-mail.
Rádio e TV
''Das mais oportunas a reportagem Um altar fora do lugar, de Cláudia Amorim (Caderno B , 15/1), versando sobre a proliferação dos programas religiosos, notadamente os evangélicos, nas nossas emissoras de TV. Infelizmente, embora tenha sido enfocado apenas o meio TV, essa situação não é exclusiva desse canal, pois que pelo Brasil afora também as emissoras de rádio são alvo da mesma investida. Elas estão transformadas em rádios religiosas, passando a funcionar como se fossem grandes templos, em função permanente, com pastores e ministros religiosos, qual antigos muezins no alto dos minaretes, a deitar falação, e, nos intervalos, a promover a já rendosa indústria fonográfica evangélica. Essa dominação religiosa das emissoras de rádio e TV é um atentado à laicidade do Estado brasileiro e, conseqüentemente, à própria Constituição.''
Arael M. da Costa, João Pessoa, por e-mail.
Previdência
''Com o punho fechado não há aperto de mão, dizia Gandhi. Nem acordo de reforma previdenciária. Aliás, não haverá acordo algum se todos teimarem em ter razão.''
Alexandru Solomon, São Paulo, por e-mail.
Escândalo fiscal
''A Bancada do Partido Socialista Brasileiro na na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro publicou nota sobre o escândalo fiscal no Estado na qual afirma que o ''ex-governador Anthony Garotinho tem uma vida marcada pela transparência''. Como o ex-governador conseguiu, há não muito tempo, que a Justiça proibisse a divulgação de uma fita que tratava de suposta propina fiscal, essa ''transparência'' não passa de um insulto ao vernáculo.''
Mario de Almeida, Rio de Janeiro, por e-mail.
Guarda Municipal
''Sobre o editorial Trégua e Serenidade (17/1), a Guarda Municipal esclarece que, em nenhum momento, deu trégua em suas ações contra o comércio ilegal. A instituição mantém diariamente 110 guardas no Centro, executando, sem cessar, operações de inibição aos camelôs irregulares. A Prefeitura do Rio não tolera qualquer ato que fira o Código de Posturas, sobretudo, diante de atividade que, na grande maioria dos casos, sobrevive através do vínculo criminoso com a pirataria, a falsificação e o roubo de cargas. A atuação da GM-Rio não oscila em razão de qualquer influência ou ingerência externa. Esse trabalho vem sendo mantido constante e coerente. Na verdade, vem mudando para melhor ao ampliar, gradativamente, o efetivo de guardas no Centro, visando a seguir metas específicas e atender cada vez mais à população. O fato de não haver ocorrido novos tumultos - sempre provocados por camelôs ilegais - nos primeiros 15 dias de janeiro não significa que as ações de repressão acabaram. A aparente ''calmaria'' entre dezembro e janeiro se deu, não por ausência da Guarda, mas por dois fatores: a natural diminuição da atividade comercial, que cai no período pós-natalino, e o resultado positivo das ações dos guardas na rua. Vale lembrar que o trabalho prossegue. Somente no último dia 15 foram feitas 49 apreensões, quase o dobro da média diária.''
Franco Thomé, assessor de Comunicação Social da Guarda Municipal, Rio de Janeiro, por e-mail.