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Previdência

''Aproveitando o tempo de debates programáticos entre os candidatos à Presidência, seria oportuno que eles se manifestassem a respeito da situação de milhares de ações ajuizadas e vitoriosas na Justiça contra o INSS, cujo pagamento vem sendo injusta e criminosamente protelado pelos burocráticos órgãos da Previdência Social, afligindo humilhados e ofendidos cidadãos, na maioria idosos e doentes, muitos dos quais sobrevivendo à custa de reduzida ajuda financeira de filhos, parentes ou amigos. É este o momento de os candidatos omitirem opinião ante esse ato de vilania.''

Elton Paes Leme de Oliveira, São Paulo.

''O governo reduziu a incidência do Imposto de Renda sobre as empresas aéreas, perdoou uma dívida de R$ 500 milhões para com o PIS/Cofins, e suspendeu o IR retido na fonte até dezembro de 2003. Poderia adotar no próximo ano - fica aqui a sugestão aos candidatos - critério semelhante no sentido de que os aposentados que venceram ações transitadas em julgado contra o INSS possam receber o que lhes é devido. Só no Rio de Janeiro são cerca de 60 mil aguardando liquidação, que demora mais de 10 anos. O governo, no caso dos credores da Previdência, poderia utilizar também o IR para compensar os créditos e assim quitar suas dívidas.''

Pedro do Coutto, Rio de Janeiro.

Mídia

''Impressionante a imparcialidade, nesta eleição, dos meios de comunicação. O Jornal Nacional, com suas séries de reportagens ''especiais'' ou ''oficiais'', tenta insinuar que a saúde pública brasileira é uma maravilha. Senhores políticos da situação, venham ao Rio e tentem se tratar em algum hospital público. Acredito que no resto do país não seja diferente. Esse é o grande avanço na saúde pública?''

Procopio Papanis, Rio de Janeiro.

''Garotinho vem sendo ignorado pela mídia. Apesar de vários jornalistas de ponta defenderem a lógica da ética profissional e da imparcialidade, o fato é que Lula, Ciro e Serra são beneficiados pela cobertura jornalística. Só o fato de Garotinho estar empatado com o candidato oficial, mesmo sendo candidato pela primeira vez, já seria motivo de destaque. Nossa imprensa, porém, só tem olhos para o que lhe interessa. Mesmo hoje, 20 anos depois do fim da ditadura, nossos jornais ainda são pautados pela versão oficial.''

Vicente Portella, Duque de Caxias (RJ).

''Octávio Costa tratou quarta-feira (4/9) de assunto, o direito de resposta, sobre o qual, na semana anterior, este leitor escrevera ao colunista, dele discordando. Sua abordagem superou minhas expectativas e felizmente reforçou meus conceitos a respeito das virtudes do Jornal do Brasil. Discordo, na maior parte, da resposta que deu às minhas colocações. Concordo, entretanto, com esta suas palavras: ''Para pequenas correções e divergências, existe a secção de cartas''.''

Luiz Cláudio Ferreira, Rio de Janeiro

Propaganda

''Há dias a imprensa noticiou que o governo tenciona punir quem violar regras gramaticais de nosso idioma, freqüentemente aviltado. Agora mesmo, em cartazes espalhados pela cidade, a Justiça Eleitoral comete erro ao querer ensinar como votar no dia 6/10. Diz: ''Voto é decisão. É Brasil no coração.'' Até aí tudo bem. Depois: ''1º Deputado (a) federal: 4 números; 2º Deputado (a) estadual: 5 números...; 6º Presidente 2 números.'' Sempre números, e não o certo, algarismos. A Justiça Eleitoral deveria contribuir para esclarecer e não para confundir o povo quanto à semântica.''

Carlos Wehrs, Rio de Janeiro.

''A propaganda eleitoral do TSE veiculada na TV deveria ser voltada para esclarecimentos ao eleitor sobre a maneira correta de usar as urnas eletrônicas. Seria possível através de simulações explicar ao eleitor que botões deve apertar, o que fazer no caso de cometer enganos etc. Em lugar disso, até agora, o TSE só faz repetir que é obrigação votar, além de divulgar a data e o horário das eleições.''

Maria Helena Ponce Maia da Silva, Rio de Janeiro.

Rei da voz

''À exceção da Rádio Nacional, será que vão esquecer os 50 anos da morte do inesquecível rei da voz? O centenário do seu nascimento, em 19 de agosto de 1998, foi passado em branco. Em nome dos amantes da música popular brasileira peço ao MIS, à Funarj, ao Ministério da Cultura e à imprensa em geral que divulguem a efeméride. Francisco Alves foi, é e será o maior cantor brasileiro de todos os tempos.''

Arnaldo Cabral Pinheiro, Rio de Janeiro.

TV Espanha

''Torno pública a falta de consideração da TV Espanha Internacional com seu público fiel, do qual faço parte, como aficionado do programa Tenderete, gravado nas Ilhas Canárias e com grande audiência na América Espanhola e na Europa. Tenderete focaliza e divulga o fascínio e a beleza da música, da dança e do folclore das Ilhas Canárias. Há mais de um ano assistia a esse programa nas madrugadas de sábado. Foi tirado do ar sem aviso prévio.''

Renato T. F. da Silveira, Rio de Janeiro.

Remédios

''Pai de uma menina de 15 meses atingida por fibrose cística, doença grave, e vice-presidente da associação que reúne as vítimas desse mal, peço à governadora que cumpra o acordo firmado em dezembro de 2001, quando a Secretaria Estadual de Saúde se comprometeu a fornecer a medicação para evitar a morte dos doentes. O preço dos remédios - mínimo de R$ 3 mil por mês - impede que os doentes ou seus pais possam adquiri-los. São de uso contínuo e o tratamento não pode ser interrompido.''

Carlos Magno Amaral Oliveira, Rio de Janeiro.

Terminais

''Depois da reconstrução do Aeroporto Santos Dumont devido ao incêndio, vai o mesmo ficar interditado para obras de ampliação. Não sou contra melhorias, mas por que não as fizeram ao mesmo tempo? O Rio também merece uma decente e funcional rodoviária para acabar com o vexame da Novo Rio. A Aeronáutica poderia transportar suas instalações no Santos Dumont para o inútil Aeroporto de Jacarepaguá e, no lugar, poderia ser construído um moderno e funcional Terminal Rodoviário do Calabouço, com acesso já pronto pelo elevado que atravessa a Praça XV e com saída para a Linha Vermelha para que os ônibus não atravanquem a cidade.''

Nelson Bonifacio, Rio de Janeiro.

11 de setembro

Onde você estava no dia 11 de setembro do ano passado?

Qual a sua opinião sobre os acontecimentos que abalaram o mundo naquela data?

Escreva para Cartas ao Editor Especial 11 de setembro

[09/SET/2002]

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