''A recondução do senhor Jorge Murad a um cargo público pelo recém-empossado governador do Maranhão é uma grosseira manobra para garantir um foro privilegiado (leia-se impunidade) àquele que assumiu perante a mídia a responsabilidade pelas irregularidades da empresa Lunus, enquanto sua mulher prepara-se para a campanha presidencial. Isso é caso para
impeachment ou intervenção federal no Estado. Que nossos valorosos procuradores federais mantenham a corajosa vigilância empregada até agora na apuração desse caso. O clã Sarney quer mais uma vez escapar da lei.''
Roberto Fonseca da Rocha, Rio de Janeiro.
''A renomeação do marido da candidata Roseana para alcançar foro privilegiado e a revelação dos nomes dos doadores de campanha demonstram que a família Sarney continua a agir com o propósito de embaçar a ação judicial.''
Carlos Henrique Abrão, São Paulo.
''Na busca da uma governabilidade que já existe, o Poder Executivo caminha no fio da navalha. Ao mesmo tempo em que desautoriza o novo ministro da Justiça, recebe o pagamento da recondução do senhor Jorge Murad a uma secretaria de governo estadual, prova de que os acusados querem obstruir o andamento processual. Além disso, a relação encomendada de doadores aponta o terreno perigoso atravessado pelos parceiros liberais do presidente.''
Ciro José Tavares da Silva,
Brasília.
''Numa revelação de inépcia total no que tange ao jogo político, a ex-governadora do Maranhão e seus pares divulgaram uma lista de doadores que supostamente esclareceria a origem do R$ 1,34 milhão aprendido na sede da empresa da qual ela é sócia. Relevante (ou será reveladora?) é a recusa do PFL a participar das votações no Congresso.''
Pablo Eduardo Pereira Dutra, Rio de Janeiro.
Os 111 anos
''Parabéns à direção e a todos os funcionários do Jornal do Brasil
pelos 111 anos deste prestigioso cotidiano, um símbolo da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil.''
Cesar Maia, prefeito do Rio de Janeiro.
''Desde a última década do século 19, o Jornal do Brasil reflete e repercute o cotidiano do país e do mundo, noticiando e analisando com profundidade fatos relevantes que concorrem para as grandes e benéficas transformações sociais, econômicas e culturais na história dos povos.''
Antônio Carlos dos Reis, presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores, São Paulo.
''Leitor fiel, não me poderia omitir nas comemorações da efeméride histórica dos 111 anos do jornal. A data é palíndroma, portanto inesquecível. Parabéns por informar tão bem ao povo brasileiro.''
Elu Matnos, São José do Rio Preto (SP).
''Felicito calorosamente o JB, de que sou duas vezes assinante, pelos seus primeiros 111 anos de vida a serviço das melhores causas, sobretudo nos anos mais sombrios da década de 60. Naturalmente, faço votos de que continue a trilhar o bom caminho do livre debate democrático, abrindo espaços e oferecendo tribuna às diversas correntes de pensamento e posições políticas, desde que não se manifestem em formas contrárias, ou opostas, aos princípios democráticos.''
Marco Aurélio Chaudon, Rio de Janeiro.
Fotografia
''Em momento feliz da fotografia jornalística, na primeira página do JB de 4/4, os ministros recém-empossados parecem reverenciar, imperialmente, o presidente Fernando Henrique, que, nesse instante, está se sentando. Só a foto já valeria a esplêndida edição.''
Newton Alves, São Paulo.
Colunistas
Perfeitos os artigos (edição de 10/04) de Dora Kramer e Fritz Utzeri. O primeiro nos mostra mais uma vez a face fisiológica de FH, que ao dirigir reprimendas a um delegado da Polícia Federal e ao ministro da Justiça, no caso Roseana/PFL, dá exemplo de casuísmo e má prática política. O segundo, na última página do Caderno B, diz por todos nós que chega de colocar antolhos no povo: é preciso parar de fingir que bandidos de morro são barões do tráfico e trazer a público os respeitáveis investidores do nefando negócio.''
Paulo Roberto Corrêa de Brito, Rio de Janeiro.
Israel
''Concordo com o artigo Falta de memória e manipulação, de Luiz Orlando Carneiro. Não que eu esteja satisfeito com todas as ações empreendidas pelas autoridades israelenses do momento, como aliás também não estão muitos cidadãos daquela democracia, mas era preciso que alguém desnudasse o rei, para fazer face a falsas imagens que vêm sendo difundidas.''
José Paulo Carneiro, Rio de Janeiro.
Bancos
''O Banco Central resolveu ''investigar'' os lucros espantosamente recordistas dos bancos, embora a contragosto do presidente da instituição, Armínio Fraga, para quem os banqueiros não lucrariam tanto assim. Não há necessidade dessa pesquisa. O lucro vertiginoso dos bancos é escancarado: não há um só de seus milhões de clientes - compulsórios, no nosso sistema - que não se sinta vilmente tungado.''
Juarez de Castro, Rio de Janeiro.
Inflação
''O preço da passagem do Metrô subiu para R$ 1,47. É mais um aumento que, como os outros, cada vez mais freqüentes, não aparecerá nos cálculos da inflação, essa misteriosa: sobe tudo, mas ela, oficialmente, permanece inarredável em nível baixíssimo.''
Clóvis Lemos, Rio de Janeiro.
Campanha
''O novo Lula, etiquetado e escondido, pelos marqueteiros, das praças e portas de fábricas brasileiras, esse ambiente anacrônico, foi fazer campanha eleitoral na avançada França. Mas a eleição presidencial que nos interessa será em nossos grotões.''
Adelmar Gitirana, São Paulo.