''O presidente, embora sem endossar o tom grosseiro de alguns auxiliares graduados, reclamou, no Chile, do relatório da ONU sobre a fome no Brasil. Como vive no exterior, é possível que tenha sido surpreendido pelos dados que deveriam envergonhar, e não revoltar, o governo.''
Adelmar Gitirana, São Paulo.
Medicamentos
''Com relação às declarações do presidente do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal, Antônio Barbosa, de que medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS) ''deveriam ser vendidos no Brasil com prescrição médica, como acontece em outros países'', citadas na reportagem Cem remédios vão ter alerta sobre dengue, de 20/3, esclareço: a categoria dos produtos de venda livre é reconhecida em todo o mundo como medicamentos que podem estar acessíveis às pessoas sem a necessidade de prescrição médica, uma vez que são tecnicamente considerados de grau baixo com relação à ocorrência de efeitos colaterais, quando tomados corretamente; países como Estados Unidos, Canadá e Espanha adotam os mesmos critérios brasileiros. Em todos eles, o que define a permanência do produto na categoria dos medicamentos de venda livre é a relação risco-benefício para as pessoas.''
Gonzalo Vecina Neto, diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Brasília.
Mala direta
''Tramita no Congresso projeto de lei que multará em R$ 800 quem enviar e-mails indesejados. Por que não usar a mesma punição para correspondências de mala direta, inclusive cartões de crédito não solicitados, enviados por bancos e financeiras?''
Wladyslaw Ribeiro, Teresópolis (RJ).
Discurso
''Pensava que o governo FH se dividia em dois mandatos de quatro anos. Estava enganado, pois se divide em dois períodos: antes e depois do discurso do senador e ex-presidente da República José Sarney.''
João Diogenes Caldas Salviano, Recife.
Mídia
''É vital, para o Brasil como nação, que os senadores tenham lido o artigo claro e lúcido de Eugênio Bucci, edição de 14/3, sobre o silêncio assustador da mídia e dos parlamentares quanto à modificação, já votada em segundo turno, do artigo 222 da Constituição, que trata da participação estrangeira no capital das empresas de comunicação. O debate tem que ser nacional e amplo. Não há explicação para tanta pressa, e as ambigüidades têm que ser esclarecidas.''
Maria Tereza Oliveira M. de Assumpção, Rio de Janeiro.
Privatizações
''No artigo O novo nome do centro, de 19/3, o senhor Jarbas Passarinho defende as privatizações. Não era essa a sua postura enquanto militar ou como ministro da Educação e da Previdência de governos militares, os mais estatizantes da história do Brasil. Esses governos nos legaram dificuldades (altíssima dívida externa, sucateamento do ensino básico, falência dos institutos de aposentadoria, instituição da correção monetária e enfraquecimento do Poder Legislativo, com a cassação de seus principais líderes) que até hoje a sociedade brasileira não conseguiu superar.''
Heitor Godinho, Rio de Janeiro.
Fotos
''Belíssima a primeira página do JB de ontem, sobretudo pelas duas fotografias que a ilustram, a de Antonio Lacerda, dos golfinhos, e a das mulheres palestinas, em Gaza, da AFP.''
Daniel Buckley, Rio de Janeiro.
Violência
''Enquanto golfinhos nadam nas águas do mar, banhistas exclamam, madames suspiram e os políticos confirmam: ''O Rio é lindo!'' Mas só é lindo fisicamente, porque teve a sorte de ser construído em meio a paisagem tão exuberante. Na verdade é muito feio. Tão feio que as pessoas têm medo de sair de casa. Já é hora de cidadãos e políticos deixarem de se sentir privilegiados por viver nesta cidade, e começarem a fazer algo construtivo contra a violência.''
Rodrigo M. Nunes, Rio de Janeiro.
''Em relação à matéria Pesquisa revela insegurança do carioca, edição de 17/3, ressalto que o importante não é a revelação de que a população da capital teme a violência. O que causa perplexidade é a atitude que parte ponderável dessa população espera da polícia. De acordo com a pesquisa, 46% dos entrevistados acreditam que a polícia deve matar assaltantes nas ruas, 57% acham que os assassinos devem ser mortos pela polícia e 45% querem a morte de estupradores nas prisões. E as leis? Será que com justiça sumária praticada por policiais, como quer parcela ponderável desses entrevistados, estaremos diminuindo nossos índices de violência?''
Tullio Bonvini Macacchero, Niterói.
''Para combater o crime e a violência é necessário que as Forças Armadas treinem seus efetivos e coloquem as tropas nas ruas. A intervenção das sociedades de direitos humanos e outras associações só protege os marginais. Estamos em estado de guerra, e guerra só se ganha com presteza e agilidade.''
Antonio Ranauro Soares, Sete Lagoas (MG).
Escadas
''No Hospital da Piedade, o elevador que dá acesso aos andares para consulta está parado há mais de dois meses. Os pacientes, muitas vezes pessoas idosas, são forçados a subir diversos lances de escada, em geral depois de ficar quase um dia inteiro à espera da consulta.''
Dayse Alves, Rio de Janeiro.
''Em atenção à carta de Alberto Chinicz, de 18/3, esclareço que a Agência Copacabana da CEF encontra-se em obras de adequação de layout para instalação de novos equipamentos de auto-atendimento. A agência é dividida em três pavimentos - sobreloja, térreo e subsolo -, fazendo com que seus clientes, dependendo do atendimento desejado, tenham de enfrentar escadas. Com a utilização de grande parte do andar térreo como área de auto-atendimento, estaremos evitando a tramitação desnecessária de pessoas no interior da agência. Está em estudos a utilização de elevador hidráulico para facilitar o acesso de idosos, gestantes e deficientes físicos aos demais pavimentos. Pedimos desculpas pelos transtornos ocasionados aos nossos clientes nesse período.''
Maria Vitória N. S. Vidal, supervisora de Marketing e Comunicação Social da CEF, Rio de Janeiro.