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''Israel impediu o líder palestino Yasser Arafat de assistir à Missa do Galo em Belém, na Cisjordânia. ''Imposição arbitrária'', como disse o Vaticano? Chocante demonstração de intolerância? Apenas mais uma banal manifestação do mandonismo que rege hoje as relações internacionais: impede quem pode.''

Carlos Contreiras, Rio de Janeiro.

Tragédia

''Sou moradora de Petrópolis há nove anos e, em solidariedade às vítimas da chuva que destruiu casas e levou terror às famílias atingidas, exponho minha indignação. Negligência com a natureza é simples ponto em meio ao descaso para com as famílias carentes que ocupam os morros da cidade. Casas são construídas na beira de encostas, sem fiscalização alguma, e, pouco a pouco, foram surgindo barracos em meio à mata, que praticamente já não existe mais. A culpa não é dos moradores, carentes e não instruídos, mas sim das autoridades, que pouco se importam com as conseqüências de sua negligência. O trabalho será duro para reconstrução de casas em lugares seguros, mas o mais duro será a reconstrução dos corações partidos com as perdas e mortes de entes queridos.''

Lívia Chalhub Oliveira Figueiredo, Petrópolis (RJ).

''No mundo inteiro há gente morando em encostas. Mas pendurada em precários barrancos, só no Brasil, como se vê no Rio de Janeiro. Autoridades e lideranças comunitárias que cerram os olhos diante de tal insanidade têm responsabilidades em tais tragédias (claramente) anunciadas.''

Luiz Fernandes Painço, Rio de Janeiro.

''Mais uma vez assistimos com tristeza a deslizamentos, desabamentos e mortes que poderiam ter sido evitados. Proteção de encostas não se faz, pois não permite demagogias políticas. A cada ano de chuvas fortes tudo se repete e nada é feito para minorar o sofrimento da população mais necessitada.''

Antonio Roberto Mattos Capatão, Rio de Janeiro.

''O estrago causado pelas chuvas em Botafogo e no Catete não causa surpresa nenhuma aos moradores da área. O mesmo já tinha acontecido em março deste ano. Era óbvio que os bueiros estavam maltratados, sem a manutenção preventiva necessária.''

Marcos Paulo Silveira, Rio de Janeiro.

''As inundações são causadas não só por governos incompetentes mas também pela total falta de educação do povo, que joga tudo nas ruas. Mais reportagens sobre o assunto ajudariam a melhorar o quadro atual.''

Alberto Hudson S. Souza, Rio de Janeiro.

Pressa

''O novo governo argentino anuncia apressadamente medidas populistas mirabolantes, as quais em breve acarretarão crise e convulsão maiores ainda. Como um país em tal situação pode anunciar salário mínimo de US$ 400 e suspensão do pagamento de sua enorme dívida externa? Não precisamos ser economistas para verificar que não se conserta uma economia arrasada com decretos instantâneos. Seria fácil para qualquer país, como aqui mesmo no Brasil: o presidente decretaria salário mínimo de US$ 500 e suspenderia o pagamento da dívida. Qual a reação dos organismos internacionais? E os preços internos?''

Heitor Vianna Filho, Araruama (RJ).

TV

''O jornalista Nelson Hoineff (Televisão e identidade nacional, Opinião, edição de 26/12) acertou na mosca ao tratar da emenda constitucional que permite a participação de capital estrangeiro nas empresas de comunicação. De fato, a questão é de soberania nacional, e não de simples regulamentação da propriedade de jornais, emissoras de rádio e TV, espaço na internet. Ainda há tempo para reverter o quadro de ''perverso empobrecimento cultural'' que assola o Brasil. A regulamentação de ''produção de conteúdo'' é o que realmente importa à sociedade brasileira.''

Marcos Hoffman, Rio de Janeiro.

Obediência

''Oportuno e revelador o artigo de René Passet publicado na edição de (24/12). O professor francês mais uma vez evidencia que a fórmula sinistra de obediência cega ao FMI significa arrocho salarial, empréstimos para pagamento a qualquer preço da dívida externa (e que só fazem aumentá-la explosivamente), desemprego, passagem da economia formal para a informal, aumento de impostos e economia de energia. Mas a era FH deve acabar antes de chegarmos ao caos.''

Paulo Roberto Corrêa de Brito, Rio de Janeiro.

Cotas

''O artigo Cotas e mentira histórica, do professor Jorge da Silva (23/12), é peça antológica. Desmonta, ponto a ponto, várias falácias do racismo antinegro no Brasil. E aponta soluções para essa grave questão que tanto nos tem frustrado em nossos anseios de mobilidade social e aceitação. Os negros que se recusam a permanecer como ''paisagem'' e pano de fundo na cena brasileira agradecem.''

Nei Lopes, Rio de Janeiro.

Aviso

''Gostaria de avisar que o medicamento Vertizine D, do Laboratório Aché, passou por mudança substancial. A embalagem, que continha 30 comprimidos e custava R$ 30, contém agora apenas 20 comprimidos - sem que o preço tenha diminuído.''

Esther Kuperman, Rio de Janeiro.

[27/DEZ/2001]

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