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Divulgação

O baiano Bel Borba e uma das obras em exibição no Espaço Cultural Correios

A maior premiação para as artes plásticas no Brasil está sendo lançada hoje no MAM de São Paulo. O Prêmio Marcantonio Villaça para as Artes Plásticas, promovido pela Confederação Nacional das Indústrias e o Sesi, vai contemplar cinco vencedores com a quantia de R$ 30 mil cada. Os candidatos devem ter nascido em ou após 1962 (o mesmo ano do marchand homenageado); realizado no máximo três individuais; ou estar com até dez anos de carreira ininterruptos. Os trabalhos selecionados vão integrar uma mostra itinerante pelo país. Considerando os parcos investimentos na produção contemporânea nos dias atuais, promete ser uma briga de foice.

Sem vagas

Já está fechado o grupo de brasileiros que embarca, dia 12 de junho, para mais um Dynamic encounter, do professor do Parque Lage Charles Watson. Desta vez o destino será Londres. O grupo de 30 pessoas vindas de todo o país é formado por colecionadores, marchands, estudantes de arte e afins. Vai percorrer museus, galerias, instituições e ateliês de alguns artistas contemporâneos ingleses, durante 12 dias. Monitorando as visitas, estarão os também professores de arte Fernando Cocchiarale, Luiz Ernesto, Reynaldo Roels e, talvez, Aguinaldo Farias.

Eu vim da Bahia

Mais conhecido em Salvador por seus trabalhos em murais de rua, Bel Borba inaugurou ontem, no Centro Cultural Correios, a primeira individual no Rio. O artista baiano está expondo, até 27 de junho, telas inspiradas nas obras do fotógrafo Pierre Verger e do cineasta Glauber Rocha.

Pregão francês

Os brasileiros marcam presença no leilão de arte latino-americana da Christie's Paris, dia 10 de junho. Ao lado de consagrados, como o mexicano Rufino Tamayo e o chileno Roberto Matta, serão oferecidas obras dos contemporâneos Beatriz Milhazes, Miguel Rio Branco, Jac Leirner e Ernesto Neto. O time mais antigo será representado por Sergio Camargo, Cícero Dias e Di Cavalcanti - com uma pintura de 1941, qualificada como ''extraordinária'' e avaliada em torno dos US$ 200 mil.

Mãe de todas

Aberta há três meses, a mostra Impressões, anunciada como a mais abrangente exposição de xilogravuras já realizada no país, encerra carreira domingo, no Santander Cultural, em Porto Alegre. Sob a curadoria de Rubem Grilo, a montagem reuniu 350 exemplares desta que foi a primeira técnica para a impressão e reprodução de imagens sobre papel.

Babado forte

Comenta-se à boca miúda no mercado de arte nova-iorquino que Robert Rauschemberg está investindo um dinheirão para reaver suas obras dos anos 60 - quando era um dos papas da pop art americana. Dizem que a estratégia do artista, nascido em 1925, seria anunciar a aposentadoria assim que reunisse os trabalhos desejados. A continuar valendo a regra do jogo, procura sem oferta é bom negócio na certa. Mas se a moda pega...

Disparada

Com uma produção média de apenas dez trabalhos por ano, Beatriz Milhazes continua deixando colecionadores na vontade. Tem marchand rebolando para conseguir atender a clientela. A concorrência é grande. Ontem, a artista inaugurou as novas instalações da Galeria Fortes Vilaça, em São Paulo, com cinco telas inéditas. Todas já estão vendidas. Uma delas, Avenida Brasil, foi comprada pelo MoMA de Nova York.

Régua e compasso

Eleito para representar a arquitetura brasileira, ano que vem, durante as homenagens da França ao Brasil, o arquiteto Luiz Eduardo Índio da Costa abre exposição no Centro de Arquitetura e Urbanismo, em Botafogo, segunda-feira. A mostra multimídia, incluindo maquetes eletrônicas e vídeos, tem curadoria de Ana Borelli e vai apresentar 50 projetos, com destaque para as grandes obras urbanístico-arquitetônicas. Na mesma noite será lançado um livro de 244 páginas com ilustrações, textos críticos do PHD em Planejamento Regional e Urbano Roberto Segre e resenhas de Alexandre Werneck.

Última chamada

O Ministério da Cultura continua recebendo, até o dia 30, inscrições para os projetos de artes plásticas do programa de intercâmbio cultural com a França - que se realiza em várias cidades daquele país em 2005. Pela primeira vez, uma nação sul-americana será homenageada no evento, criado em 1998. Mais informações no site www.cultura.gov.br.

Perguntas para Lygia Serpa

Viúva de Ivan Serpa, Lygia Serpa acompanhou durante mais de duas décadas a trajetória do artista e professor e, como diz, viveu cada trabalho que ele realizou. Na sua casa no Méier, ela mantém algumas pinturas do marido e uma coleção de desenhos organizados em álbuns, década por década. Há poucos dias, foi surpreendida pela notícia de que o Paço Imperial se preparava para receber uma mostra do artista (que será inaugurada hoje), patrocinada pelo Banco Pactual. Ela conta que sua primeira reação foi ficar chateada, já que vem planejando, com o curador Marcus Lontra e o professor Hélio Mario Ferreira, uma retrospectiva do marido, morto em 1973 aos 50 anos. Acabou cedendo peças do acervo pessoal para a exposição do Paço, mas diz que vai continuar tocando o seu projeto.

Como a senhora recebeu a notícia da mostra do Paço?

Eu soube, recentemente, quando me pediram obras emprestadas. Eu falei para o Lauro (Lauro Cavalcanti, diretor do Paço) que estavam me puxando o tapete. No começo fiquei chateada e quase neguei os trabalhos para a exposição, por não ter sido informada antes. Se tivessem me ligado a tempo, eu teria organizado uma mostra mais ampla. Mas acabei emprestando as obras com todo o prazer.

Isso adia a retrospectiva?

Vou fazer uma mostra bem mais ampla. Mas este ano ficaria muito perto desta do Paço. O Lauro sugeriu começar a retrospectiva por São Paulo, depois vai a Brasilia, Porto Alegre, encerrando no Rio. Acho que isso seria lá pelo fim de 2005 e começo de 2006.

Onde a mostra será realizada no Rio?

A primeira escolha seria o próprio Paço Imperial, adoro aquilo ali. O CCBB, de seu lado, é uma instituição que acompanha, dá assistência e divulgação aos seus projetos. E tem o MAM, que seria uma outra boa idéia, mas tem o problema de o museu estar localizado numa área meio deserta da cidade.

Na sua opinião, qual foi a grande contribuição de Ivan Serpa à arte brasileira?

Ele teve coragem de romper com tudo. O Ivan foi muito importante para os modernos atuais e criou toda uma geração de pintores. Ele mostrou a seus alunos que cada um deve fazer arte a seu modo e da melhor forma possível. Sua grande herança foi ter desenvolvido o senso de auto-crítica em seus alunos.

O Grupo Frente nasceu dentro de sua casa?

O Ivan criou o grupo primeiro no museu (MAM do Rio) e outros artistas foram se juntando a ele como o Amilcar de Castro, Aluísio Carvão, Weissmann, Lygia Clark, Lygia Pape e muitos outros. Todos os domingos aconteciam reuniões em nossa casa no Engenho Novo, onde até o Max Bill foi nos visitar. Depois mudamos para o Méier, onde aconteceram conversas muito gostosas com o Ivan sempre liderando, pois ele era o mais experiente.

O que mudou na arte de lá até hoje?

Acompanho tudo o que posso. Mas me parece que naquela época havia mais entusiasmo dos artistas para defender suas idéias. O debate era maior. Acho que o último momento de mobilização foi com aquele grupo do Parque Lage, nos anos 80.

  • A Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, acaba de receber recomendação da Capes para o curso de Mestrado em Produção, Teoria e Crítica de Arte.

  • Milton Machado é a atração de maio do projeto Cinema no MAC-Niterói. Filmes do artista serão exibidos, a partir do sábado dia 1º.

  • A gaúcha Marilia Fayh inaugura exposição de esculturas, dia 28, na galeria Art Present - Art Contemporain, em Paris.

  • O Espaço Cultural Fesp, em Botafogo, apresenta, até o dia 30, a mostra Alquimia, reunindo trabalhos de Rosiara Cavalcanti e Cristina Felício.

  • Guilherme Toledo expõe suas mais recentes peças em cerâmica, no Centro Cultural Correios, a partir de hoje.

  • A exposição Arqueologia, de Vander Pinto, pode ser vista no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro até o dia 2 de maio.

  • O baianoBel Borba e uma das obras em exibição no Espaço Cultural Correios


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    [20/ABR/2004]


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