Uma tela de Mark Rothko, o russo naturalizado americano, bateu novo recorde do pintor. A obra
Número 9 (
Branco e preto sobre vinho) foi vendida pela Christie's, em Nova York, semana passada, por US$ 16, 3 milhões. A pintura, de 1958, pertencente à coleção Seagram, tinha preço estimado entre US$ 8 milhões e US$ 12 milhões. Um dia antes, também em leilão de arte contemporânea, a Sotheby's vendeu por US$ 5,2 milhões o quadro
Número 17, de Jackson Pollock. O valor não superou as estimativas dos especialistas.
Cliques por aí
Nove galerias de arte da cidade já estão na agenda do FotoRio, que se realiza em junho. Durante todo o mês, elas vão mostrar trabalhos de artistas que usam a fotografia para se expressar. O evento vai promover a exibição dos mais importantes acervos públicos do país que se encontram sob a guarda de instituições como a Biblioteca Nacional, o MAM e o Arquivo Nacional. Estão previstas 89 exposições fotográficas, nacionais e estrangeiras, em 45 museus e centros culturais.
Brasil lá fora
O curador Carlos Martins embarcou ontem para a Bélgica, levando 11 obras da Coleção Brasiliana/Fundação Estudar. Seu destino é o Centre International de la Ville et Architecture de Bruxelas, onde será inaugurada, quinta-feira, a mostra Américas, entre a crueldade e a utopia. Ele foi convidado pelo curador-geral da exposição, o arquiteto Jean Louis Lejeune, para cuidar do segmento que trata da imagem do Brasil no século 19, através da iconografia produzida pelos artistas viajantes.
Suprematista
Uma grande exposição dedicada ao russo Kazimir Malevich foi inaugurada, terça-feira, no Guggenheim de Nova York. São 120 pinturas, desenhos e objetos provenientes de acervos públicos e coleções particulares. Integram a mostra alguns trabalhos nunca exibidos no ocidente, além de obras importantes recentemente descobertas. O artista, um dos pais da arte abstrata geométrica, morreu em 1935 no esquecimento e na pobreza.
De boina e charuto
O Museu de Belas Artes de Havana está abrigando uma mostra em homenagem aos 75 anos de nascimento de Ernesto Guevara. A superexplorada imagem de Che é vista, desta vez, através de 40 obras de artistas plásticos cubanos de diferentes gerações. Os trabalhos vão do desenho e da fotografia à pintura. Entre os participantes, estão nomes como o do pintor Manuel Mendive e o do fotógrafo Osvaldo Salas.
Preju salgado
Uma das obras mais importantes do escultor e ourives renascentista Benvenuto Cellini (1500-1571), o Saleiro de Ouro foi roubada do Kunsthistorisches Museum de Viena, há uma semana. A escultura do século 16, em ouro, com 26 centímetros, é uma das peças de arte mais valiosas do museu, estimada em cerca de US$ 50 milhões. Mas, segundo o diretor da instituição, Wilfried Seipel, é invendável no mercado: sua importância artística e histórica é bem superior ao valor material.
Reprodutor
Na mostra de João Carlos Goldberg, em cartaz na galeria Anna Maria Niemeyer até o próximo domingo, alguns trabalhos têm intrigado o público. Um deles chama a atenção pelo título: Touro mouro de couro louro. Trata-se de uma escultura com chifres de latão e pele de boi.
Integrante do grupo El Paso que reabilitou o prestígio internacional da arte de vanguarda espanhola, nos anos 50, e um dos grandes pintores vivos de seu país, Luis Feito, 73 anos, esteve no Rio semana passada. No Museu Nacional de Belas Artes, ele inaugurou sua primeira mostra no Brasil. São 50 obras selecionadas pelo curador Enrique Gómez.
O que representa esta primeira mostra no Brasil?
Dar a conhecer a minha obra num país tão importante, que faz parte da nossa família sul-americana. É um intercâmbio cultural muito significativo, que deveria ser habitual entre os nossos países para conhecermos as nossas culturas mais intensa e profundamente. Significa, também, um primeiro passo na comunicação com esta extraordinária nação, que eu gostaria de repetir.
O senhor é um dos grandes pintores vivos da Espanha. O que significa a pintura no mundo atual?
A pintura é uma contribuição de suma importância no mundo no qual vivemos e um elemento de comunicação de primeira magnitude entre os povos.
Qual o grande embate de um pintor nos dias de hoje?
É o mesmo que tem tido desde a pré-história até agora: revelar a mensagem e as ambições mais materiais, mais enriquecedoras espiritualmente. Este é o grande problema e também a contribuição de toda arte à toda época. Dar esse alimento espiritual imprescindível para a vida dos seres humanos.
Marta Saragossy Miller está expondo pinturas recentes no Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro.
Jorge Rodríguez-Aguillar apresenta A-mostra grátis até o dia 8, no Espaço Sérgio Porto.
Amador Perez inaugura a exposição A arte da impressão , dia 27, na Galeria Cândido Portinari, na Uerj.
Os colecionadores Guilhermina e Siegfried Schoen estão convidando para a abertura da mostra Malta ilustrada, de Aloysio Zaluar, dia 5, no Solar Grandjean de Montigny.
O TCU criou o Espaço Cultural Marcantonio Vilaça no seu anexo em Brasília. A inauguração será em novembro.