Passou pelo Rio, quarta-feira, Francesco Bonami, curador-geral da 50ª Bienal de Veneza, que será inaugurada dia 15 de junho na cidade italiana. Durante um pit-stop no Copacabana Palace, o florentino anunciou que o principal módulo da mostra, Pitture/Paintings, visitará São Paulo, em janeiro do ano que vem. O Brasil será o primeiro país a receber obras da mãe das bienais de arte, que, a partir desta montagem, passa a ser itinerante.
Na tela
O cineasta Zelito Viana esteve em Belo Horizonte filmando a coleção de arte barroca de Ângela Gutierrez. As imagens farão parte do documentário Arte para todos, que vai mostrar as principais coleções particulares brasileiras. Entre elas, estão a do diretor do Museu do Pontal, Jacques Van De Beque; a de Gilberto Chateaubriand, que se encontra em regime de comodato no MAM do Rio; e a do empresário mineiro Bernardo Paes.
Resgate
Setenta telas pintadas por Alfredo Volpi entre os anos 50 e 70, tido como o período mais maduro do artista, estarão reunidas a partir de quinta-feira, na Galeria Ipanema. Foram garimpadas juntos a coleções particulares. Há quase duas décadas, o pintor não tem um conjunto de obras em exposição no Rio. A última vez foi numa pequena galeria do Shopping da Gávea, em 1987. Antes disso, numa coletivas do MAM, em 1981.
Façam o que eu faço
Continua engordando a coleção de arte contemporânea do MNBA. Semana passada, o museu recebeu um lote de cinco telas. Entre elas, In - Stabile, acrílico de Emmanuel Nassar, doado pelo artista; e Comedores de olhos e almas , de Karim Labmbrecht, doação do diretor Paulo Herkenhoff.
Bala na agulha
Dono de um cassino em Las Vegas, o empresário Steve Wynn enriqueceu sua coleção de obras impressionistas com a aquisição da pintura Dans les roses, de Renoir. O quadro, que vinha sendo anunciado como um dos mais importantes colocados à venda pela Sothebys's Nova York nos últimos anos, foi arrematado por US$ 23, 5 milhões. O preço estava estimado entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões.
Surreal
O leilão que o Hotel Dassault de Paris está organizando para o fim de junho vai fazer crescer os olhos dos amantes do surrealismo. Serão postas à venda 400 obras de Salvador Dali, provenientes do acervo de John Peter Moore, ex-secretário pessoal do pintor espanhol. São 60 quadros, 30 esculturas e mais de 200 desenhos e esboços, com lances iniciais entre US$ 1,7 mil e US$ 460 mil. A coleção está avaliada em cerca de US$ 7 milhões. Semana passada, a pintura L'oiseau du ciel, de René Magritte, foi vendida no leilão do espólio da desaparecida companhia aérea belga Sabena por US$ 3,8 milhões.
Na cordilheira
O primeiro museu de arte pré-colombiana do Peru será inaugurado dia 22, em Cuzco, durante a Cúpula Presidencial do Grupo do Rio. Vai abrigar uma coleção de cerca de 410 peças das principais culturas antigas do país andino.
Arte de botequim
Conhecido pelos painéis pintados em bares do Rio nas décadas de 50 e 60 e tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional, Nilton Bravo volta ao circuito. O pintor está realizando uma exposição individual nos 200 metros quadrados do Galeria Gourmet, na Barra.
Cultura descentralizada
Um conjunto de obras de dez artistas mineiros, dentre eles Amilcar de Castro, Manfredo de Souzanetto, Raymundo Colares e Rosângela Rennó, está sendo mostrado no Centro Cultural Usiminas, em Ipatinga, até o dia 5 de junho. Pela a primeira vez, uma exposição desse vulto é apresentada fora da capital.
Perguntas para Vera de Alencar
Diretora dos Museus Castro Maya, a museóloga Vera de Alencar tem sido bem sucedida na busca de patrocínios culturais. Aqui, ela fala dos projetos que está realizando, como a restauração do Museu do Açude, o lançamento do livro e a mostra de Debret, na Chácara do Céu.
A senhora tem conseguido verbas para projetos dos museus que dirige. Qual o caminho das pedras?
O lema de minha vida profissional é o nome de um poema do espanhol Antonio Machado, que foi título da minha tese de mestrado: ''Se faz caminho ao andar''. Conquista-se credibilidade pela maneira como se conduz a instituição. Os patrocínios foram conseguidos ano passadoe vieram de fontes diferentes. Para o livro Castro Maya, Colecionador de Debret, veio da Bradesco Seguros; para a reforma do Açude, do MinC e da Fundação Vitae.
Quando acabam as obras do Açude? Que coleção irá abrigar?
Por estar encravado na Floresta da Tijuca, o museu não pode abrigar papel ou tela por causa da umidade. No Açude, ficará a coleção de arte oriental, com mais de 300 peças, dentre elas algumas raras, como a escultura Leão se coçando, do Khmer, do final do século 12, início do 13. O objetivo também é dar unidade conceitual ao acervo, que já tem azulejos portugueses, franceses e holandeses, do século 17 ao 19. A inauguração está prevista para antes do final do ano.
Em estréia internacional no Rio, o Centro Cultural da Justiça Federal inaugura, amanhã, a exposição La fabricca bella Itália/ O design toscano. Estão reunidas 100 obras representativas do design da Toscana nos últimos 60 anos, que nunca saíram da Itália.
Começa, hoje, a coletiva 5 anos - 5 talentos, na Casa de Cultura da Estácio de Sá, na Barra da Tijuca.
A Galeria Anna Maria Niemeyer estará mostrando, até o dia 24, onze trabalhos recentes, entre esculturas, gravuras, objetos e jóias, de João Carlos Goldberg.
Amanhã, no Centro Cultural Cândido Mendes, em Ipanema, abertura da Exposição intimidade, instalação de Fabiana Santos.