Após três anos de estudos, o historiador da arte Johannes Roed coloca em dúvida a autenticidade de um famoso auto-retrato de Van Gogh do acervo do National Museum de Oslo. Segundo o jornal norueguês
Aftenposten, o especialista tem indícios que justificam suas suspeitas. O principal deles: a obra não se parece com nenhuma das pintadas pelo artista, no gênero.
Bafafá 1
Exposta há dez anos na National Gallery de Londres, a Virgem dos cravos, pintada por Rafael Sanzio de Urbino em 1507/8, está temporariamente proibida de sair da Inglaterra. Seu dono, o colecionador duque de Northumberland, um dos homens mais ricos do mundo, quer vender a obra para bancar a manutenção de suas propriedades. As negociações foram iniciadas com o Museu Paul Getty de Los Angeles, que desembolsaria cerca de US$ 53 milhões pela preciosidade.
Bafafá 2
O duque acusa a instituição londrina de tentar comprar o quadro por preço inferior ao seu valor de mercado. O museu rebate lembrando que foi um especialista da casa que descobriu, em 1991, tratar-se de um Rafael. A National Gallery pretende adquirir a tela por US$ 44 milhões e quer que ela continue sendo exibida junto com outras oito pinturas de Rafael.
La plata
Nova vítima da crise na Argentina: a balaustrada de 250 quilos e reconhecido valor artístico, que adornava a fachada do Clube Espanhol de Buenos Aires, desde 1911, desapareceu da noite para o dia. É mais um caso entre uma série de roubos de peças em bronze, em todo o país. Placas e bustos em metal vêm sendo desmontados de praças e ruas para se transformarem em dólares. O clube, que abriga importante coleção de pintura espanhola dos séculos 19 e 20, vai reconstruir a peça.
Cariocas são bacanas
A pintura carioca dos anos 80 se destaca na exposição 2080, em cartaz, a partir de quinta-feira, no MAM de São Paulo. A histórica mostra Como vai você, Geração 80?, em 1984 no Parque Lage, é referência para a montagem. Daniel Senise, Cláudio Fonseca, Eduardo Kac, Fernando Barata, Florian Raiss, Hilton Berredo, Jorge Barrão e Luiz Pizarro são os artistas do Rio que recolocam a discussão do papel da pintura nas artes visuais.
Cinco perguntas para Helena Severo
De volta à Secretaria Estadual de Cultura, Helena Severo fala de seus planos para as artes visuais. Entre as novas medidas que quer adotar, estão a reforma e a atualização dos seis museus estaduais e a criação de um salão anual dedicado à produção contemporânea.
Qual será a política estadual para as artes plásticas?
A idéia, em linhas gerais, é ampliar a oferta e democratizar o acervo.
De que maneira isso será feito?
Gostaria de ampliar a atuação da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, estimulando a abertura de pólos no interior e na Baixada. Outra questão importante é rever os preços dos cursos da EAV. Gostaria ainda de criar o Salão de Artes Visuais do Estado do Rio de Janeiro, que deverá acontecer anualmente. Este ano estabeleceremos os regulamentos com vistas -a montagem em 2004. A terceira coisa importante é promover a itinerância de exposições com acervos dos museus estaduais. E, finalmente, rever o perfil desses museus e promover uma grande reforma.
Em que condições os museus do Estado se encontram atualmente?
Eles não acompanharam a modernização pela qual passaram os museus de um modo geral. É preciso estabelecer um projeto de atualização. Os acervos estão bem tratados, mas as medidas museológicas são precárias.
Há recursos para essas reformas?
Neste momento, a prioridade do governo é pagar o funcionalismo. Este ano começaremos a organizar a casa e a fazer o planejamento, antes de começar as realizações. Além disso, não se pode estabelecer uma política conseqüente sem um planejamento anterior.
A senhora é favorável à volta do gabinete da Secretaria de Justiça para o Museu do Ingá?
O baiano Mario Cravo Neto, um dos craques do prestigiado time de fotógrafos brasileiros de trânsito internacional, é presença de destaque na agenda carioca. Dia 28, a Galeria Oscar Cruz, em Ipanema, inaugura mostra com 27 imagens do artista, incluindo pela primeira (no Rio) uma série de 12 fotos coloridas. A montagem acompanha o lançamento do livro The eternal now com 137 reproduções de trabalhos, realizados entre a década de 70 e o ano passado. O texto é do crítico americano Edward Leffingwell. Em julho, o CCBB apresenta uma nova exposição do fotógrafo.
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