Um velho galpão de mil metros quadrados em Nova Iguaçu será ocupado por 17 artistas cariocas na exposição
Imaginário periférico. A coletiva será inaugurada, domingo, em um terreno na Estrada de Adrianópolis, e não tem data para terminar. Serão apresentadas esculturas, pinturas, gravuras, performances, instalações e objetos, alguns deles produzidos no decorrer da mostra. E mais: a curadoria foi eliminada e substituída por reuniões dos próprios participantes, que definem as relações entre cada uma das obra. Eles querem acabar com essa idéia de que artes plásticas é coisa de Zona Sul.
Convidado especial
Dono da maior e mais importante coleção de obras do grupo Fluxus no mundo, Gilbert Silverman chega ao Brasil em fevereiro. Vem para a abertura da mostra, no CCBB Rio, dedicada ao radical movimento criado por George Maciunas, nos anos de 60. Ele, que é também o presidente da Gilbert & Lila Silverman Fluxus Collection Foundation, de Detroit, tem peças emprestadas a instituições como a Tate Modern de Londres e o Guggeheim Museum de Nova York.
Panorâmica
Oito salas de exposições do MAM do Rio serão ocupadas, a partir de sexta-feira, por uma mostra que pretende traçar um panorama abrangente do desenho no século 20. A montagem A autonomia do desenho reúne uma seleção de obras brasileiras que vai do modernismo à arte contemporânea, saída do acervo de quase duas mil peças da Coleção Gilberto Chateaubriand. E ainda, uma série de trabalhos de artistas estrangeiros e nacionais pertencentes ao museu.
Outros traços
O desenho é tema também da primeira exposição do ano da H.A.P. Galeria, que inaugura uma coletiva de sete artistas. Intitulada 1ª Mostra de desenhos, a apresentação reúne obras do paulista Alex Cerveny, do mineiro Marcos Coelho Benjamin e dos cariocas Carlos Zílio, Rosana Palazyan, Conceição Rodrigues e Manoel Fernandes, além do Caderno de artista, de Gabriela Machado.
Linha de papel
A Galeria Catete abre a agenda 2003 com a exposição do carioca José Tannuri, quinta-feira. O artista vai exibir duas das mais de cem instalações criadas em torno do tema Linha do Equador. Para realizar o trabalho, ele já consumiu cerca de uma tonelada de jornais dos dez países cortados por essa linha imaginária, como o próprio Brasil ou o Congo, na África. A proposta é questionar a convenção que divide a Terra nos hemisférios Norte e Sul.
Em dupla
A artista plástica Evany Cardoso faz dobradinha com o poeta Nelson Augusto e inaugura a mostra Uma página, uma imagem, dia 30, na Galeria Ana Botelho. Ela criou três livros em formato de caixas, nos quais as páginas de texto se sobrepõem às gravuras, criando um jogo de transparências e linguagens. Os exemplares, compostos de 25 caixas, têm edição limitada.
Falta um
O crítico Ruy Sampaio, curador da representação brasileira na Bienal de Florença, só escolheu os nomes de quatro dos cinco participantes da mostra que acontece em dezembro na Itália. São: Roberto Lacerda, Lula Nogueira, Fernando Mendonça e Célia Shalders (ela inaugura mostra no MNB, amanhã). O quinto nome fica em suspense até julho.
Ex-coordenadora da Oficina de Gravura do Ingá, onde atuou durante 25 anos, a gravadora Anna Letycia assina a curadoria da mostra Acervo do Banerj, pela primeira vez em exposição permanente no Museu do Ingá. Aqui ela fala da montagem, que ocupa todo o espaço do museu com cerca de 180 peças e que está ameaçada de retornar ao depósito, caso a Secretaria de Justiça do Estado do Rio volte a ocupar parte das dependências da instituição.
O que está acontecendo, hoje, no Ingá?
Atualmente, todos os espaços abrigam, pela primeira vez em exposição permanente, o Acervo do Banerj, com uma seleção de cerca de 180 peças do total de 900. Se o gabinete da Secretaria Especial de Justiça voltar a ocupar as instalações do museu, como acontecia há um ano, a coleção terá de retornar ao depósito, pois seu seguro só cobre montagens no Museu do Ingá.
Esta é a primeira vez que o acervo fica exposto ao público?
Na década de 90, ele esteve em uma montagem temporária na Casa França-Brasil e depois voltou à reserva técnica. Se permanecer em exposição, o projeto será renovado com obras diferentes a cada três meses.
Qual a importância deste acervo?
Além de se integrar ao vizinho Museu de Arte Contemporânea, por se dedicar à produção dos principais artistas do anos 50 e 60, reúne nomes como Guignard, Di Cavalcanti, Cícero Dias e Djanira. O acervo inclui obras exemplares como um auto-retrato de Pancetti e uma coleção de desenhos de Goeldi.
Pinceladas
Solange Palatnik abre mostra de pinturas, dia 28, no Espaço Cultural da Bolsa de Valores.
A Galeria de Arte do Candido Mendes, em Ipanema, apresenta até o dia 21, coletiva com as obras mais representativas expostas ano passado.
A exposição Percurso do Olhar 2002, com obras de artistas brasileiros, permanece na Galeria de Arte Universo da Universidade Salgado de Oliveira, em Niterói, até o dia 20.
Em cartaz, até 2 de fevereiro, no Centro Cultural da Justiça Federal, a exposição Arte de Reciclar.
O artista plástico alemão Werner Kubelka está mostrando trabalhos em computação gráfica no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, em Niterói.