E-mails e telefones
Shopping JB Online
Home
Tempo Real

Colunistas
Armando Nogueira
Entre Equador e Colômbia

Coisas da Política
Uma vitória de painel e bastidor

Tostão
Boas e más retrancas

Wilson Figueiredo
Haja cargo

Informe JB
Recreio Alvíssaras

Cartas
Analfabetismo

Horóscopo

Contos Mínimos
Intromissão

Gente
Andarilho

Charge Online

Márcia Peltier
Perigosas

Emir Sader
Condições para a paz

Fritz Utzeri
Cristovam precisa escolher entre ser pedra ou vidraça

Augusto Nunes
Policiais com licença para extorquir e matar

Nas Páginas da História
14 de setembro no JB

Informe Econômico
Fila da sopa

Boechat
Alto custo

Geração
Fulano de tal

Gilberto Amaral
Pacifista

Estilo Iesa
Muito prazer

Paulo Blank
O Nome do Mal



Entre Equador e Colômbia


A reação desapontada da crítica à parca vitória brasileira em Manaus me leva a fazer algumas perguntas: será que o Brasil foi, mesmo, o máximo, contra a Colômbia? Não terá havido, em Barranquilla, um certo clima de ação entre amigos, que acabaria facilitando a barra da Seleção?

A verdade é que, três dias depois, a banda tocaria um dobrado bem diferente. O time do Equador, sem ser uma maravilha, não deu trégua, nem tempo, nem espaço, momento algum. Dividia todas. Defendeu-se com raro ardor.

Findo o primeiro tempo, a Seleção Brasileira tinha conseguido uma única finalização, que foi a do gol; por sinal, patrioticamente, atribuído a Ronaldinho Gaúcho, mas que, no duro, foi uma bola sem querer que bateu no corpo de um zagueiro equatoriano. O mérito de Ronaldinho foi grudar no beque, no instante do salto.

A Seleção do Equador deixa longe a da Colômbia, em todos os níveis: na organização tática, na combatividade, no trato individual com a bola.

Outra observação interessante: fisicamente, o time do Equador me pareceu mais bem apurado que o colombiano e, até mesmo, que o brasileiro. Tem mais fôlego, mais força nas pernas, mais forma atlética. No corpo-a-corpo, a superioridade era sempre mais equatoriana que brasileira. Chegaram primeiro nas divididas. A rapaziada tem a solidez do jequitibá, a chamada madeira de dar em doido. Quem esbarrava neles levava a pior, invariavelmente.

Em nenhum momento, a Seleção Brasileira foi dominada, mas, também, em nenhum momento, teve chance de impor seu notório estilo, baseado, ora na troca de passes curtos, com lançamentos agudos, ora nas incursões individuais baseadas em dribles desnorteantes.

A Seleção Equatoriana foi de tal modo impiedosa na marcação que os dois Ronaldinhos simplesmente não jogaram. Aliás, recebi e-mail de um amazonense, perguntando, ironicamente, se de fato Ronaldinho esteve em Manaus. Que eu visse, nem um nem outro.

Rivaldo, prazo de validade

De Rivaldo, ainda nitidamente fora de jogo, nem é bom falar. Carlos Alberto Parreira está bancando Rivaldo, certamente, em nome de sua reputação técnica. Uma atitude, sem dúvida, louvável, mas há de ter seu limite. O diabo é saber qual o prazo de validade do crédito concedido a Rivaldo.

A questão, já levantada pelo bom José Trajano, é a seguinte: e se o Milan não puser Rivaldo pra jogar no Campeonato Italiano, como é que vai estar ele, em novembro, quando a Seleção Brasileira volta às Eliminatórias? Jogando de três em três meses, Rivaldo não retoma ritmo de jogo, nem aqui, nem na Conchinchina.

Par-ou-ímpar na zaga

Outra questão à vista: será que a receita continuará a ser a mesma dos dois primeiros jogos, quando a equipe emperra, Parreira troca Emerson por Renato e um meia-atacante por Kaká? A equipe renasce. É de esperar que o técnico esteja testando formações. Afinal, a caminhada é longa; serão dois anos e meio de Eliminatórias. Um dia, porém, o bom senso vencerá!

Não vejo com otimismo a zaga central, até aqui, a preferida de Parreira. O futebol brasileiro tem coisa melhor.

Caro leitor, imaginemos que, hoje é dia da nossa pelada. Está na hora de formar os dois times. Como sempre, a divisão dos times se faz democraticamente, por sorteio. Sorteamos os goleiros, sorteamos os laterais, vamos à zaga central. Temos duas duplas: Roque Junior-Lúcio, Luisão-Alex. Então, vamos lá: mãos fechadas: um... dois... três: par-ou-ímpar? Ímpar! Ganhaste. Pode escolher.

Meu bom leitor, eu sabia que, de bobo, tu não tens nada, mesmo...


[14/SET/2003]


   Home > Colunas > Armando Nogueira

Tempo Real | Brasil | Economia | Esportes | Rio | Internacional | Colunas
Internet | Caderno B | Domingo | Programa | Musicalidade | Viagem | Acelera
Idéias | Horóscopo | Especiais | Opinião | Editorial | Charge | Cartas




Aumentar letrasDiminuir letrasVersão para imprimirEnviar matéria

Promoções

Serviços




Área do leitor



Assinaturas


Rio:
(21) 2323-1000

Demais estados:
0800-707-2000

Horário de atendimento:

• Segunda à sexta-feira de 6h30 às 18h

• Sábados, domingos e feriados de 7h às 14h