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Terminal pesqueiro no Caju


A edificação de um terminal pesqueiro público no Caju depende de uma decisão da Justiça. Em 12 de dezembro de 2005, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um decreto que prevê a desapropriação de 40 mil metros quadrados de uma área ociosa do estaleiro Verome/Ishibras para a construção do terminal. Quinze dias depois, o Governo Federal ingressou com uma ação na 12ª Vara Federal do Rio solicitando a concessão do Termo de Imissão na Posse.

- A intenção é dar início à obra tão logo o juiz titular nos conceda o Termo - disse o chefe do escritório da Secretaria de Aqüicultura e Pesca no Rio, Jayme Ferreira Filho.

De acordo com Jayme, o novo terminal vai gerar entre três e cinco mil empregos diretos e tirar da informalidade cerca de 70 mil pessoas. Segundo ele, já foram depositados R$ 3,5 milhões em uma conta da Caixa Econômica Federal para a indenização do estaleiro, erguido em um terreno de 400 mil metros quadrados da União.

O terminal público do Caju ainda reduziria o preço final do pescado e elevaria para R$ 3 o valor médio do quilo pago aos pescadores, de acordo com Ferreira.

- O peixe é caro porque passa por muitas etapas até chegar ao consumidor. Em média, o quilo é vendido a R$ 2 pelo pescador ao atravessador, que o revende a R$ 7 aos mercados - explicou Ferreira, acrescentando que o terminal eliminaria a etapa dos atravessadores, reduzindo o período médio de 30 horas que o peixe fica refrigerado até ser consumido.


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[15/ABR/2006]


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