Muitas horas de espera por causa da obra e da falta de médicos no Hospital Souza Aguiar, no Centro, revoltaram os pacientes que aguardavam na fila do serviço de pronto-atendimento, na manhã de ontem. As reclamações e protestos terminaram na 4ªDP (Centro), onde três pessoas registraram queixa contra a unidade.
- Houve precipitação no início das obras. Improvisaram o atendimento numa área precária e a falta de médicos piorou a situação - declarou o presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze. Segundo ele, por falta de pagamento às cooperativas, só dois clínicos trabalharam ontem no hospital.
Na semana passada, algumas cirurgias eletivas foram suspensas por falta de anestesitas, que também estão sem receber. Segundo Darze, a crise na saúde levou a prefeitura a contratar mão-de-obra terceirizada para suprir o déficit. Mas a falta de pagamento às cooperativas está prejudicando os serviços. A escassez de remédios, insumos e aparelhos também compromete o atendimento.
As obras no primeiro andar do prédio, através do convênio Qualisus, firmado com o Ministério da Saúde, começaram na semana passada. O pronto-atendimento foi improvisado no setor onde funcionava o ambulatório, em instalações precárias, segundo os médicos.
- Tudo que era feito embaixo passou para cima, gerando transtornos - disse um médico.