Federais e militares reivindicam autoria da captura de traficante preso em operação no Catumbi. Ação conjunta começa hoje
Com pelo menos três operações em curso - Pressão Máxima, Propasta e Missão Suporte - policiais federais e militares disputam a autoria das prisões e apreensões contra o crime organizado no Rio. Ontem, quando as autoridades de segurança contabilizavam 11 presos e 270 quilos de maconha apreendidos, no quarto dia da Pressão Máxima, PF e PM se desentendiam. Eles não atribuíam à mesma operação a busca nos morros do São Carlos e do Querosene, no Estácio, ao traficante Irapuan Davi Lopes, o
Gangan. A ação durou quase quatro horas e levou à prisão de Fábio da Silva de Oliveira, 29 anos, o
Mata-Porco, que seria o matador da quadrilha de
Gangan.
Na quarta-feira, foi anunciado o apoio da PF à operação Pressão Máxima. Mas policiais federais afirmam que a ação de ontem, no São Carlos, foi resultado da investigação Propasta sobre o paradeiro de Gangan, um dos líderes do Terceiro Comando. A cooperação entre as forças federal e estadual seria, segundo a PF, apenas entre os serviços de inteligência. As incursões conjuntas em 20 comunidades da Região Metropolitana devem começar hoje. A operação em busca de Gangan começou por volta das 7h. Foram mobilizados 25 policias do 1º BPM (Estácio), agentes federais da Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes e um helicóptero.
Segundo policiais militares, o traficante foi caçado nos morros do São Carlos e Querosene. Nas favelas, os policiais revistaram casas e ruelas. Durante a incursão, os policiais foram recebidos a tiros por cerca de 15 homens armados de fuzis, pistolas e granadas. Os traficantes estavam escondidos em um matagal na localidade conhecida como Pantanal, no Morro do Querosene. Após o confronto, Mata-Porco, que estava com duas granadas e 16 cápsulas de fuzil calibre 556, foi capturado e preso. De acordo com os policias, o bandido é conhecido pelo costume de esquartejar suas vítimas.
Horas depois da operação, a Secretaria de Segurança Pública divulgava a prisão do matador como resultado da operação Pressão Máxima. Entretanto, a prisão ocorreu numa favela que não constava entre as comunidades listadas pelo Estado nas operações de ontem. A secretaria e a 6ª DP (Cidade Nova) também dão informações diferentes sobre a prisão do matador.