Muito mais bacana do que brincar de jogo de sete erros e tentar descobrir as diferenças entre as duas versões de
Sob o domínio do mal é tentar encontrar as semelhanças. Ao contrário do que o roteiro comum a ambos poderia sugerir, as diferenças entre as duas fitas são mais óbvias do que as semelhanças. Vamos lá, então: um filme é de 2004, o outro de 1962. Um é cor, o outro P&B. Um é dirigido pelo pop Jonathan Demme, o outro pelo durão John Frankenheimer. Um é protagonizado pelo negro Denzel Washington, o outro pelo branquelo Frank Sinatra. Um é Iraque, o outro Coréia. Acabou: os dois são impressionantes. A história do uso da guerra como arma de manipulação política é tão atordoante quanto a lavagem cerebral desenhada na tela. No fim, qualquer um sai com a sensação de que a perversão é imutável. Passado, presente e futuro: permanecemos sob o mesmo domínio.