Quinta-feira, 1 de Novembro de 2001
Futebol de verdade na tela do PC

Fifa 2002, novo jogo da série, traz mais realismo e liberdade para executar passes e lançamentos fiéis ao esporte real

Reprodução
Fifa

As célebres comemorações ao marcar um gol na série Fifa estão ainda melhores na versão 2001

Todos os anos, os peladeiros do computador batem ponto para conseguir a nova versão da série Fifa, da Electronic Arts. Já consagrada como o melhor game de futebol para PC, a cada nova edição, o jogo consegue ser um pouco melhor. Em Fifa 2002, recém-chegado às lojas brasileiras, o título deu um salto, e vai exigir mais dos dedos e da mente do usuário para ganhar.

Quem passou noites em claro jogando Fifa 2001 e os games anteriores sabe que sempre há um jeitinho para fazer gols e enganar o computador. No 2001, era só cruzar a bola dentro da área e pronto - uma cabeçada para o chão era um tento quase certo. Agora, a ajuda para os lançamentos foi eliminada.

Embora possa parecer uma involução, o fim do auxílio automático do computador inaugura uma nova etapa na série Fifa. Na versão 2002, o ciberpeladeiro passa a ter controle quase total dos movimentos do time, podendo definir a intensidade e direção dos chutes, passes e lançamentos, além de determinar a estratégia dos jogadores, enquanto a partida está em andamento.

É possível fazer com que jogadores corram em espaços livres, para receber os passes. E com apenas um toque na barra de espaço, conseguir tabelinhas (1-2). E mesmo conseguindo bons passes, não é garantido que o parceiro os receba bem - como no futebol real, a distância entre os dois homens define a força do toque na bola.

Usuários atentos vão perceber uma diminuição da velocidade das partidas. O ritmo no Fifa 2001 e anteriores era sobre-humano e não representava o que acontece no campo real.

Fifa 2002 inclui vários torneios e campeonatos. O Troféu EFA, a Copa dos Campeões e as eliminatórias para a próxima Copa do Mundo. Pelo menos no computador, será possível tentar um desempenho melhor que o da seleção canarinho. De acordo com a atuação do time, torneios bônus são desbloqueados.

O jogo tem 13 equipes brasileiras: Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Corinthians, Santos, Bahia, Vitória e Atlético Paranaense. Ficaram de fora times tradicionais como o São Paulo e o Palmeiras, mas seus torcedores/micreiros vão ter apenas um pouco de trabalho para incluí-los no game. O Centro de Criação do Fifa 2002 é ótimo para editar equipes e jogadores, mudando os uniformes e a aparência dos craques.

Olho no lance - Os gráficos ficaram ainda melhores. A EA aperfeiçoou as fisionomias dos jogadores e sua dinâmica - agora parecem mais verdadeiros. Os bandeirinhas correm ao longo do campo e o técnico está lá, passando informações para o time. Os replays agora incluem faltas e impedimentos, além dos gols. Efeitos gráficos lembram as transmissões de TV, com as imagens voando pela tela para apresentar a repetição de um lance. E entusiasma ver a torcida, com melhores efeitos de animação, se movimentando na arquibancada.

Tradicionalmente, os jogos Fifa apresentam grandes músicas como carros-chefes do game. Já passaram pelo jogo Moby, Fatboy Slim e Blur. Desta vez, o trono é ocupado pelo Gorillaz, com a música 19/2000, a última do seu CD. Dentro do game, a trilha sonora é a música eletrônica do selo Ministry of Sound, da Inglaterra. Imperdível.

Os efeitos sonoros também estão mais realistas e dá para perceber claramente a gritaria de 30 mil pessoas no estádio. O ponto negativo sobra para a narração de Milton Leite, de uma empolgação funérea. Fifa 2002 merecia mais - até a narração inglesa é melhor que a brasileira, conhecida como uma das mais animadas do mundo no futebol de verdade.

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