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De maldito a cult
''Não sou poeta de fim de semana, eu faço poesia sem parar.''
Esse poeta em tempo integral chamava-se Paulo Leminski e morreu aos 44 anos, em 7 de junho de l989, de cirrose hepática. Como poeta, Leminski buscava valores musicais e, por isso mesmo, acabou como letrista de música. Um futuro imprevisível para quem teve uma formação nada comum: foi seminarista no Mosteiro de São Bento, onde estudou latim muito cedo, dos 12 aos 14 anos. A poesia clássica, grega e latina, foi o caminho que o levaria à poesia concreta.
Um clássico da ''geração mimeógrafo'', representada também por Ana Cristina Cesar, por Cacaso e por Geraldinho Carneiro, Paulo Leminski foi ainda poeta, publicitário, homem de TV, letrista de rock. Uma das revelações da biografia escrita por Toninho Vaz é a existência de Luciano da Costa, um suposto filho desconhecido de Leminski com sua primeira mulher, Nevair Maria de Souza Leminski, que, no entanto, desmente a paternidade.
Entre as obras póstumas do poeta foram publicados La vie en close (Brasiliense), em 1991, e O ex-estranho, coletânea de 44 poemas (Iluminuras), em 1996. A última mulher de Leminski, a poetisa Alice Ruiz, foi quem selecionou os poemas de O ex-estranho. Ainda póstumo, o volume Winterverno, um trabalho a quatro mãos com João Virmond, foi lançado em 1994.
Vida e obra de um poeta-ícone
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