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Poluir menos, produzir mais
Programa Ambiental mostra a empresas como reduzir poluição a baixo custo
Estão abertas as inscrições para a segunda turma do Programa de Adequação Ambiental, em Duque de Caxias, voltado para a redução da poluição, reaproveitamento de resíduos e aumento de produtividade. O programa é desenvolvido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro (Sebrae/RJ), em parceria com a Associação Industrial do Município de Duque de Caxias (Assimc) e com o Instituto Olho dÁgua, uma organização não-governamental voltada para a execução de projetos ambientais.
A primeira turma contou com 25 empresas, que participaram de mais de sete meses de capacitação. Na cerimônia de encerramento, na última terça-feira, as empresas receberam um Relatório de Auditoria Ambiental. Na Reax Indústria e Comércio, por exemplo, um investimento mínimo acabou com prejuízos causados ao meio ambiente e gerou lucros, resultantes do reaproveitamento de matéria-prima. ''Um dos produtos da empresa é um líquido espumante, que fatalmente vazava um pouco ao ser armazenado. Com a simples colocação de um tubo de borracha de pouco mais de R$ 0,50, conseguimos estabelecer um retorno que acolhia o excesso de líquido e levava-o de volta para outro tonel. Desta forma, acabamos com as perdas da empresa, avaliadas em 1% da produção total'', explica o diretor do Instituto Olho dÁgua, Raimundo Quezada.
O caso da Colores Indústria de Tintas foi similar. Ao ser misturado em tóneis, o pigmento em pó utilizado na produção de tintas à base de água voava, poluindo o ar e pintando de cores variadas os quintais vizinhos à fábrica. ''A solução foi instalar um exaustor adaptado a dutos com água, que coletavam o pó em suspensão e impediam sua dispersão pelo ar. Assim foi possível recuperar uma quantidade razoável de pigmento e reduzir a poluição do meio ambiente'', afirma Quezada.
Para o presidente da Assimc, Jorge Alberto Guedes, programas de controle ambiental sempre constituíram uma preocupação das empresas da região, mas que a maioria considerava inalcançáveis devido ao alto custo. ''Foi o Sebrae/RJ que nos propiciou a oportunidade de participar de um projeto destes. No entanto, nossa caminhada ainda está no início: 25 empresas participaram desta vez, mas há mais de 2 mil empresas em Duque de Caxias que precisam deste tipo de orientação''.
De acordo com o gerente de tecnologia do Sebrae/RJ, Cezar Kirszenblatt, a participação em um programa destes custaria aproximadamente R$ 10 mil por empresa. ''Através do nosso projeto, em associação com outros projetos, como o Patme (Programa de Apoio Tecnológico às Micro e Pequenas Empresas), que permite que micro e pequenas empresas acessem os conhecimentos existentes nas universidades, centros tecnológicos, e
instituições de pesquisas, visando a elevação do patamar tecnológico da empresa. conseguimos reduzir este valor para R$ 1,2 mil por empresa, pagáveis em até 3 prestações''. Informações e inscrições pelo 0800 78 20 20.
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