Motores potentes e latarias adesivadas

Com o lançamento do Palio 1.8R, Fiat ressuscita antiga estratégia de turbinar médios e compactos com apelo mais jovem

Julio Calmon

[03/DEZ/2005]

A chegada do Palio 1.8R fez muita gente lembrar dos antigos modelos Uno 1.5R e 1.6R. A Fiat, aliás, ressuscita uma estratégia que estava caindo em desuso: dar uma turbinada em seus modelos médios ou compactos. Exceto pelo Ford Ka Action e XR, ambos equipados com o motor Zetec Rocam 1.6, que privilegia o prazer de dirigir sem abrir mão do visual mais jovem - com adesivos, cores menos sóbrias - há tempos não podia comemorar a chegada no mercado verde-amarelo de um carrinho com aspirações mais esportivas.

O já citado Uno teve outro representante um tanto intrépido há quase dez anos. Em 1994, a Fiat lançou no mercado o Uno Turbo i.e. de 1,4 litro, com 118 cavalos de potência. Era o primeiro motor turbinado a ser produzido em escala industrial no Brasil. Houve quem teve de tomar aulas de direção para controlar o bichinho.

Ainda nos anos 90, o Gol também teve sua versão turbinada. A versão 1.0 16V Turbo tinha 112 cavalos de potência, um a menos que o novo Palio 1.8R com gasolina. Outro velho conhecido dos brasileiros também figurava nessa lista dos pequenos velozes. No início da década de 80, figurou por aqui o Chevette S/R, um hatch equipado com motor 1.6 e design mais esporte - ou melhor, alguns adesivos na parte exterior com as letras S/R. Mas faltava potência e estilo ao modelo.

Quem gostava de desempenho, carros conversíveis ou com teto solar, deve se lembrar de uma briga interessante no fim dos anos 80 e início dos 90. O trio Kadett GS (mais tarde, GSi), o Gol GTi e o Escort XR3 eram os mais esportivos nacionais da época. Muitos foram os jovens que desejaram ter um desses modelos.

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