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Vivendo no abandono

O abraço partido

Divulgação

Na luta para conseguir sua cidadania polonesa, Ariel Makaroff (Daniel Hendler) tem de lidar com as cobranças de Rita (Silvina Bosco)

O recente boom do cinema argentino, que cada vez mais conquista espaço no circuito internacional, deu maior visibilidade a uma geração de jovens realizadores portenhos. Um dos mais promissores é Daniel Burman, 31 anos, que brilhou no último Festival de Berlim com O abraço partido (El abrazo partido, Argentina/ França/ Itália/ Espanha, 2004), seu quarto longa. O filme saiu da mostra alemã com o Grande Prêmio do Júri e o prêmio de melhor ator para o uruguaio Daniel Hendler. Lançado dia 29 em 17 salas do Brasil, a produção já foi vista por 53.275 espectadores, rendendo cerca de R$ 467 mil. Em O abraço partido, Burman, que é judeu e foi revelado em Esperando o messias (2000), aborda como a cultura de seu povo sobrevive no dia a dia de uma Buenos Aires pós-crise financeira. Para isso, concentra-se na realidade dos vendedores de uma galeria decadente no centro da capital argentina. Seu eixo narrativo é a saga do jovem Ariel Makaroff (Hendler). Abandonado ainda bebê pelo pai (Jorge D’Elía), que se alista no exército israelense, ele luta para conseguir dupla cidadania polonesa com o objetivo de ir à Europa conhecer suas raízes e entender por que foi deixado. Mas Ariel está às voltas com muitas obrigações, seja com o trabalho, em sua loja de lingerie, com a mãe dominadora (Adriana Aizemberg) e com Rita (Silvina Bosco), uma paquera de ocasião que exige dele um compromisso.

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[12/NOV/2004]


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