Mentira musical tem perna curta

[12/NOV/2004]

O Massacration não é a primeira banda a saltar da ficção para a realidade. Mas, em geral, os grupos que tentam fazer sucesso fora das telas (grandes ou pequenas), acabam não trilhando carreiras tão brilhantes. Foi o caso do mais célebre deles, The Monkees, nascido em 1966 do programa de TV de mesmo nome. O quarteto formado por David Jones, Mike Nesmith, Peter Tork e Micky Dolenz foi reunido pelos produtores Bob Rafelson e Bert Schneider na esteira do sucesso dos Beatles para um seriado sobre um grupinho de jovens bonitinhos que cantavam. Com composições de nomes como Neil Diamond, começaram a vender discos à beça. Mas a carreira que trilharam após o fim da série (em 1968), quando tentaram fazer as próprias composições, não emplacou. Até hoje, entretanto, eles se apresentam, no onda da nostalgia.

Igual insucesso teve a banda criada pelo diretor inglês Alan Parker para o longa The Commitments - Loucos pela fama, de 1991. No filme, The Commitments é um grupo de soul music irlandês formado por brancos. A trilha sonora vendeu muito e alguns integrantes tentaram manter a banda, mas sem o vocalista, Andrew Strong, que partiu para carreira solo. Nem Strong nem seus colegas emplacaram. Hoje, o grupo, descaracterizado, faz shows, mas sem sucesso. Fizeram até uma apresentação no Brasil, em 2000.

Outro caso foi o ''pai'' do Massacration, o Spinal Tap. A banda surgiu no falso documentário americano This is the Spinal Tap, dirigido por Rob Reiner em 1984, sobre uma fictícia banda de heavy metal inglesa. Os atores até que tentaram uma retomada e fizeram uma apresentação em 1992, no Royal Opera Hall, em Londres, gravada em vídeo, com o título The return of the Spinal Tap. Mas parou por ali mesmo.

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