Não foi preciso muito tempo para João Paulo Cuenca sair da condição de estudante de economia e autor bissexto e tornar-se escritor respeitado por boa parte dos literatos consagrados do país. Filho de um argentino e uma brasileira, o carioca de 26 anos construiu, a partir de blogs, revistas e influências confessas, como Sabino e Cortázar, o caminho para o seu primeiro romance, Corpo presente, lançado pela Planeta em 2003 e que já colecionou elogios de Chico Buarque, Marçal Aquino e Bernardo Carvalho. Novo passo será dado a partir de amanhã, quando o autor, que já vem sendo apontado como um dos mais criativos da nova safra literária, passa a assinar colunas semanais, aos sábados, no Caderno B.
Co-autor do livro Parati para mim, lançado na primeira edição da Festa Literária de Paraty, da qual foi um dos escritores convidados, e colaborador das revistas Ficções, Play e Ácaro, e de sites, como TXT Magazine, Mood e Paralelos, Cuenca é também guitarrista da banda Netunos, de surf music, cujo primeiro disco, produzido por Jr. Tolstoi, em fase de mixagem.
Atualmente, Cuenca está escrevendo uma peça teatral e seu segundo romance, ambos com previsão de lançamento em 2005. Trabalha também com roteiros de cinema, como o que finalizou com o diretor Luiz Fernando Carvalho para o romance Corpo presente, ainda não filmado. Se seguir a trilha de sucesso da história passada em Copacabana, sobre um homem que mergulha em suas obsessões, especialmente um amor perdido, o longa-metragem tem tudo para agradar.