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Prevenção de acidente infantil vira prioridade

Crianças de 6 a 12 anos são o alvo da campanha aberta ontem

A prevenção de acidentes na infância e redução da mortalidade está entre as prioridades do governo do Distrito Federal para o próximo ano. Na tarde de ontem, os secretários José Geraldo Maciel (Saúde), Vandercy Camargos (Educação) e Athos Costa de Farias (Segurança Pública) assinaram documento para formalizar apoio mútuo para o trabalho com crianças nas escolas públicas do DF.

- Hoje nós sabemos que a violência contra as crianças são histórias dramáticas e tristes e que as famosas quedas infantis podem ter causas mais sérias - afirmou Maciel.

Durante a cerimônia no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), o Núcleo de Estudos e Programas para os Acidentes e Violências (Nepav) da Secretaria de Saúde, lançou uma revistas em quadrinhos Se o perigo está por perto fique super esperto e a fita de vídeo Prevenção de Acidentes na Infância. O material será utilizado em atividades de educação dos alunos das Escolas Públicas. As 10 mil revistas serão distribuídas por agentes do Corpo de Bombeiros. O público alvo tem entre 6 e 12 anos.

De acordo com o coronel Sossígenes de Oliveira Filho, do Corpo de Bombeiros do DF, a distribuição das revistas será feita por militares do Batalhão de Emergência Médica.

Segundo a secretária de Educação, a primeira região a receber as revistas será a Estrutural e as escolas próximas da área. O setor foi escolhido por registrar a maior quantidade de acidentes domésticos.

A secretaria abrirá horários nos dias letivos de 2006 para que os bombeiros desenvolvam atividades educativas com as crianças e ensinem maneiras de prevenir os acidentes. As ações devem ser implementadas no começo do próximo ano letivo.

- É preciso começar o quanto antes. Como é um processo seletivo não é necessário esperar ainda mais - afirmou a Vandercy.

Violência - Além das cartilhas, o Nepav lançou uma revista voltada a profissionais de saúde com artigos sobre violência doméstica. Os textos orientam enfermeiros, médicos e assistentes sociais sobre como proceder em caso de detecção de algum tipo de violência contra uma criança.

De acordo com Laurez Ferreira Vilela, chefe do Nepav, o DF registrou de janeiro a outubro deste ano, 339 casos dé crianças vítimas de acidentes. Enquadram-se nesses relatos negligências, violência física, sexual e psicológica. Os acidentes domésticos como queda de cama, berço, queimadura e choque fazem parte dos casos de negligência.

- Existe todo um encaminhamento que deve ser feito para cada tipo de violência. É preciso saber como agir - disse Laurez.

Segundo a chefe do Nepav, não é muito difícil saber se uma criança é vítima de violência.

- Ela fica triste, apática, agressiva com quem deveria protegê-la, tem medo de escuro, de ficar sozinha e do agressor - explicou Laurez.

Mulheres - Segundo Laurez, no mesmo período deste ano foram identificados 92 casos de violência contra a mulher.

- Normalmente nas casas onde as mulheres sofrem violência as crianças também são maltratadas - afirmou Laurez.

Exceto nos casos de violência sexual, Laurez defende que as crianças sejam encaminhadas para os Conselhos Tutelares para que as famílias sejam orientadas e obseravadas. Nos casos de violência sexual é preciso encaminhar as vítimas para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.


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[06/DEZ/2005]


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