Carolina (nome fictício) sempre foi uma ótima aluna, conforme contou sua mãe. Com 13 anos, está na 7ª série. Diz que nunca entrou numa boate e não costuma ir a festas. Até conhecer Nolácio, não havia dado seu primeiro beijo. Desiludida com as promessas de amor eterno e casamento, a menina garante que não gosta mais do sargento, que a máscara dele caiu e que está com medo agora.
- Ele falava em casamento. Mas eu só queria uma coisa séria - disse a menina.
Não fossem o rosto infantil e o jeito ingênuo de conversar, Carolina passaria por uma jovem de mais idade pela sua estatura. E era isso que desejava: ter mais idade, ser independente, sair de casa e não obedecer mais os pais, segundo ela.
Foi devido à denúncia dos pais de Carolina que Nolácio foi preso. Sua mãe, uma comerciante de 44 anos, que pede para não ser identificada, escutou uma conversa telefônica entre a filha e o militar.
- Acho que foi Deus. Fui ligar e acabei ouvindo a conversa pela extensão. Quando eu proibi ele de ver minha filha, nada (sexo e orgias) tinha acontecido. Mas eles continuaram se encontrando - disse a mãe.
A comerciante estranhou o comportamento da menina, que, antes muito terno, passou a ser arredio. Pressionada, a jovem desabafou o que estava vivendo. A mãe foi à delegacia, e só então Carolina descobriu quem era na verdade seu namorado. Segundo a estudante, Nolácio dizia se chamar Pedro e ser professor de matemática. Ela o conheceu por meio de uma vizinha de 15 anos, que também teria namorado com o militar há 2 anos.
- Depois que minha mãe procurou a polícia, ele voltou a namorar com ela para, por meio dela, descobrir o que estava acontecendo na minha casa - contou a adolescente.
Carolina tenta disfarça o constrangimento, mas orientada pelos pais, mostra estar decidida a ir até o fim.