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Omissão e ameaça a jornalistas


BRASÍLIA - Em 24 de setembro de 2004, o Jornal do Brasil denunciou o esquema do mensalão. Tinha como testemunhas o ex-ministro das Comunicações, Miro Teixeira, a senadora Heloísa Helena e um procurador da República. Pressionado pelo Palácio do Planalto, o deputado Miro Teixeira recuou, um dia depois.

Foi a partir desta denúncia - depois confirmada - que o mensalão deixou de ser pago. O então corregedor da Câmara, deputado Luiz Piauhylino (PDT-PE), recebeu e arquivou a representação no dia 6 de outubro. O então presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), determinou ao procurador da Casa, Luiz Antônio Fleury Filho (PTB-SP), providências legais contra a reportagem. A Câmara ganhou direito de resposta, decisão da 4ª Vara Federal Criminal do Rio. João Paulo Cunha atestava ser falsa a informação sobre distribuição de verbas. Mas ele tinha, nessa época, embolsado e gasto R$ 50 mil do mensalão.

Fleury Filho comemorou, na ocasião, a ''decisão histórica'' da Justiça. Anunciou que ingressaria com ação de indenização por danos morais causados à Câmara contra os autores da reportagem - os repórteres Sérgio Pardellas, Hugo Marques e Paulo de Tarso Lyra. Não cumpriu a ameaça.


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[15/ABR/2006]


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