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25% da população mudou de religião


INDAIATUBA, SP - Pesquisa divulgada ontem pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) indica que quase um quarto da população brasileira (24%) já mudou de religião em algum momento da vida. As informações sobre o estudo foram divulgadas no segundo dia da 43ª Assembléia Geral da CNBB, em Indaiatuba (SP).

A pesquisa, que leva o título Novas Formas de Crer, foi encomendada pela CNBB ao Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris), órgão criado em 1962 com apoio da CNBB.

- É a primeira pesquisa nacional que mapeia a mudança de religião e revela por que isso acontece - diz Sílvia Fernandes, socióloga do Ceris.

Foram apontados como principais motivos para a troca de identidade religiosa a discordância da doutrina e o convite de amigos e familiares, além da falta de apoio da instituição anterior em momentos difíceis.

Um dos dados que mais preocuparam os bispos foi o índice dos que declaram não possuir religião: 7,4%. Segundo o Censo 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 4,7% da população havia declarado não ter religião na época.

- Precisamos (a Igreja Católica), agora, formar uma equipe que examine esses dados. Não estamos ainda em condição de entender este fenômeno e sua complexidade. A pesquisa revela grande pluralismo religioso. Mas a indiferença religiosa preocupa - disse o bispo de Tefé (AM), dom Sérgio Eduardo Castriani, presidente da Comissão Episcopal para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial.

Dos 24% que declaram ter mudado de religião algum dia, 52,2% afirmam ser divorciados e 35,5% dizem ser separados judicialmente. Foram ouvidas só pessoas maiores de 17 anos.

A proporção de homens e mulheres que trocaram de igreja é praticamente a mesma, sendo pouco mais elevada no sexo masculino. Pessoas entre 36 e 55 anos são as que mais mudaram.

O estudo confirma que a maioria da população continua sendo católica (67,2%). Destes, 4% afirmam que eram de outras religiões.

A segunda maior religião em número de fiéis, segundo a pesquisa, é a que abarca as evangélicas, com 18% - sendo 13,9% pentecostais (Igreja Universal do Reino de Deus, Assembléia de Deus, entre outras) e 4,1% evangélicos históricos (luteranos, calvinistas, metodistas).

A margem de erro da pesquisa é de 2,2% e foram ouvidas 2.870 pessoas de 23 capitais brasileiras e outros 27 municípios entre os anos de 2003 e 2004. (F.P.)


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[11/AGO/2005]


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