A maioria dos brasileiros (53,3%) cobra mais atenção e urgência por parte do governo às políticas de geração de emprego no país. É o que revela a pesquisa da CNT/Sensus divulgada ontem. De acordo com o levantamento, 18% destacam o combate à fome como principal objetivo a ser perseguido pelo governo e 10,5% elegeram a redução da violência como prioridade.
Os índices também apontam algumas oscilações em relação à pesquisa CNT/Sensus realizada após os primeiros 20 dias de governo Lula, em janeiro de 2003. À época, a geração de empregos era prioridade para 49,9% dos entrevistados; em seguida vinha o combate à fome, com 26,4%, e o combate à violência, apenas 6,5%. No confronto dos dados, empregos e violência cresceram de importância para os brasileiros, em 4,4 e 4 pontos percentuais, respectivamente, enquanto a luta contra a fome perdeu exatamente a soma dos dois índices: 8,4 pontos.
A preocupação com a geração de empregos também pode ser observada pelo grau de interesse da população em relação às reformas consideradas prioritárias: a trabalhista apareceu em primeiro lugar (46,1%); seguida da agrária (14,8%); da política (12%) e da judiciária (11,3%).
Entre os entrevistados, 54,6% admitiram não ter acompanhado a reforma ministerial do mês passado, a primeira do governo Lula. Entre os que disseram ter acompanhado ou tomado conhecimento, 55,2% avaliaram a troca de ministros como positiva ou muito positiva.
A pesquisa também mostrou uma oscilação positiva daqueles que consideram inadequada ou fora do rumo a condução da política econômica da gestão Lula (31,6% para 35,7%, em relação a outubro). Mas caiu de 49,3% para 45,1% dos que avaliam como adequado o desenvolvimento da área social.
O resultado da pesquisa apresentado ontem, veio um dia depois de o ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) ter afirmado que o governo precisa adotar políticas específicas de geração de novos postos de trabalho e alterar sua atuação na área social.