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Governo tem a pior avaliação

Aprovação cai para 39,9%, o que representa redução de 16,7 pontos percentuais desde a posse de Lula, em janeiro de 2003

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O desempenho pessoal do presidente à frente do cargo teve uma derrocada ainda pior, com índice de aprovação caindo de 83,6% para 65,3%

A pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem revela que, em fevereiro, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva atravessa seu pior momento diante da opinião pública, desde a posse, em janeiro do ano passado. Em um universo de 2 mil entrevistados, 39,9% disseram ter uma avaliação positiva da administração federal, 40,6% consideraram o governo regular e 15,1% avaliaram negativamente a administração. O resultado demonstra que, no período de 13 meses, a aprovação do governo despencou em 16,7 pontos. A negativa cresceu 12,8, enquanto a regular subiu 22,9. Em janeiro de 2003, a aprovação do governo era de 56,6%. Entre os entrevistados, 17,7% o consideravam regular e 2,3%, ruim ou péssimo.

A tendência de queda na avaliação positiva do governo vem sendo observada desde agosto de de 2003. Era de 48,3% (agosto), desceu para 41,6% (outubro), depois para 41% (dezembro) e agora atinge o patamar de 39,9%.

O desempenho pessoal do presidente também caiu na avaliação dos entrevistados. Em janeiro do ano passado, 83,6% aprovavam a atuação de Lula e 6,8% a desaprovavam. No atual levantamento, apenas 65,3% consideram positiva a atuação pessoal do presidente, numa queda de 18,3 pontos percentuais. No mesmo período, a desaprovação ao modo como Lula conduz o país subiu para 24,2% - elevação de 17,4 pontos. Mas é a queda de 4,6 em relação à última edição da pesquisa, em dezembro, quando Lula obteve 69,9%, que merece o destaque dos pesquisadores.

- A rigor, essa é a única queda fora da margem de erro em relação à pesquisa anterior - diz Ricardo Guedes, diretor-presidente da Sensus, que realiza a pesquisa.

De acordo com Clésio Andrade, presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e vice-governador de Minas Gerais (PL), a redução das expectativas da população seria um dos motivos que explicam a tendência de queda na avaliação do governo e do presidente. Em agosto, 57,7% dos entrevistados disseram que as promessas do candidato Lula estavam sendo cumpridas, índice que caiu 9,7 pontos percentuais (48%) no atual levantamento.

- É bom salientar que a popularidade do presidente continua alta, porém a queda no índice de aprovação reflete a recessão econômica, a falta de empregos e a preocupação da população com a falta de cumprimento das promessas de campanha. De qualquer forma, o que temos é uma estabilidade com viés de baixa - disse Clésio Andrade.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 4 e 6 de fevereiro, em 195 cidades de 24 Estados, com margem de erro de três pontos percentuais para cima ou para baixo.

No mês passado, pesquisa do Datafolha realizada entre os dias 8 e 12 e no dia 15 de dezembro, com 12.180 pessoas e margem de erro de dois pontos percentuais, apontou 42% de avaliação ótima ou boa de Lula, 41% de regular e 15% de ruim ou péssima.


[11/FEV/2004]


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