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'Estrada da informação' barateará tarifas na América Central


Agência EFE

GENEBRA - As tarifas dos serviços de telecomunicações nos países da América Central e em nove estados do sul do México que fazem parte do chamado ‘Plano Puebla’ serão barateadas assim que a construção da estrada da informação, que unirá toda essa região, estiver concluída. A afirmação foi feita hoje pelo Superintendente Geral de Eletricidade e Telecomunicações de El Salvador, José Eduardo Trigueros, que participa da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, em Genebra (Suíça).

A estrada das telecomunicações, que consiste numa série de obras de infra-estrutura e na utilização generalizada de linhas de banda larga, é um dos cinco projetos centrais que fazem parte da iniciativa sobre telecomunicações do ‘Plano Puebla’, sob responsabilidade de El Salvador. Em entrevista à EFE, Trigueros explicou que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) concordou em financiar o estudo de viabilidade do projeto e que a licitação será aberta entre março e abril de 2004.

O projeto deverá ser concluído entre 2006 e 2007 e seu custo pode ficar em torno de 15 milhões de dólares, se a fibra óptica passar pelo cabo da rede de interconexão elétrica que também faz parte do 'Plano Puebla', o que representaria uma economia significativa. Construir uma rede paralela e independente de fibra óptica poderia elevar o investimento a US$ 150 milhões, disse Trigueros.

''A implementação da estrada da informação contribuirá, definitivamente, para aumentar o uso das tecnologias da informação e das telecomunicações, assim como o crescimento econômico da região'', afirmou Trigueros. ''Atualmente, uma ligação telefônica entre os países da América Central chega a custar três vezes mais que para os Estados Unidos. Isso será corrigido com o aumento da concorrência que será criada com a estrada da informação'', disse Trigueros.

O vice-ministro das Relações Exteriores salvadorenho e coordenador da iniciativa de telecomunicações, Eduardo Calix, disse à EFE que a estrada da informação permitirá aos governos da América Central atrair o investimento privado, não apenas nesse setor mas também no do comércio. Além disso, aumentará a oferta para o acesso das tecnologias modernas nas áreas rurais e desenvolverá setores ainda incipientes, como o comércio eletrônico, a educação virtual e a tele-medicina.

Segundo estudos mais recentes, o maior nível de desenvolvimento em tecnologias da informação e comunicações entre os países que participam do ‘Plano Puebla’ está no México e na Costa Rica, seguidos do Panamá e El Salvador, num nível médio. Por outro lado, Honduras, Nicarágua e, em menor escala, a Guatemala mostram ainda algumas deficiências, pois ainda não concluíram a reestruturação de seus setores de telecomunicações.


[10/DEZ/2003]


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