Operadora testa página eletrônica de acesso gratuito de olho no mercado residencial
Sem fazer muito alarde, a Embratel colocou ontem no ar o site Click 21. É o primeiro passo da operadora de telefonia fixa no mundo dos provedores de acesso gratuito à internet. Por enquanto, informou a empresa, a novidade será oferecida em fase experimental aos funcionários. Depois, será a vez dos clientes residenciais e das pequenas empresas, conforme texto da página eletrônica.
- A Embratel esclarece que, em caráter experimental e dirigido aos funcionários da empresa e suas subsidiárias, está realizando testes com um sistema de internet grátis, destinado ao mercado residencial. A experiência visa a implantação futura de um projeto piloto, em uma determinada cidade brasileira, cujos detalhes serão oportunamente anunciados - informou a concessionária por meio de um comunicado.
Consultada pelo Jornal do Brasil, a central de atendimento do Click 21 informou que, no futuro, o site da Embratel pretende oferecer notícias e abrir um espaço aos usuários para o envio de sugestões. Os links que a página da internet oferece também dão uma pista dos planos de expansão do Click21 na área de conteúdo: cultura, esportes, educação, saúde, compras e serviços e lazer, entre outros.
Cada assinante poderá ter dois e-mails, cada um com capacidade para armazenar até 30 megabytes em mensagens - permitindo assim o acumulo de textos e imagens -, limite bem superior ao ofertado por outros provedores que oferecem endereços eletrônicos gratuitos.
A investida da Embratel acontece depois da experiência de outras operadoras de telefonia fixa na internet, como Telemar (iG), Brasil Telecom (iBest) e Telefônica (iTelefonica). Este último provedor está em fase de testes em 10 cidades do interior de São Paulo desde setembro de 2002.
Aleksandar Mandic, um dos pioneiros da internet brasileira, lembra que muitas empresas pegaram carona no acesso grátis à rede mundial de computadores, mas não conseguiram sustentar o negócio. Ele lembra de casos como o BOL, Super11 e Bradesco.
- Todos caíram fora, o negócio é difícil - disse Mandic, um dos fundadores do iG e, hoje, presidente do Mandic, sistema de e-mail pago. ''Sou contra a internet grátis'', acrescentou.
O interesse das operadoras de telefonia na internet gratuita, analisou Mandic, é a receita com os minutos que são gerados pelo acesso. Quanto mais a pessoa navega na internet, mais tráfego ela gera para a empresa.