O verdadeiro ''Dream Team''
Ao contrário do que aconteceu no masculino, quando a equipe dos Estados Unidos entrou como favorita, mas com alguns especialistas olhando torto, devido à força dos demais times e pelo fato de não ter levado os melhores jogadores da NBA, no feminino a situação é diferente. A seleção norte-americana é favorita absoluta para o Campeonato Mundial, que começa a ser disputado neste sábado, na China, e só por um desastre perderá o ouro, pois as outras seleções estão num nível um pouco abaixo.
Atuais campeãs mundiais e bicampeãs olímpicas, a equipe dos Estados Unidos tem o sério desfalque da ala Tina Thompson, do Houston Comets, que está machucada e não poderá disputar o Mundial da China, mas poderá contar com suas duas principais jogadoras: a ala Sheryl Swoopes, também do Huston Comets, e a pivô Lisa Leslie, destaque absoluto do Los Angeles Sparks, time que conquistou, recentemente, o bicampeonato da WNBA.
O Mundial Feminino de 2002 é o 14º da história. Nos 13 anteriores, apenas três equipes conquistaram títulos. Os Estados Unidos venceram seis (53, 57, 79, 86, 90 e 98), a antiga União Soviética ficou com outros seis (59, 64, 67, 71, 75 e 83) e o Brasil com um, em 1994, com participação brilhante do trio Paula-Hortência-Janeth, interrompendo uma sequência das norte-americanas, que pareciam estar iniciando uma dinastia.
Depois, em 98, os Estados Unidos retomaram as rédeas da competição e, este ano, algumas equipes lutam para endurecer um pouco as partidas contra as norte-americanas. Entre elas estão a Austrália, o Brasil, a China, por ser a dona da casa e a Rússia, pela respeitável tradição herdada da União Soviética. Espanha e a França, pela força do basquete europeu, além de Iugoslávia e Cuba, que são sempre equipes fortes, correm por fora.