Iugoslávia é pentacampeã

A experiência da Iugoslávia prevaleceu na decisão contra a Argentina. Ontem, em Indianápolis, os iugoslavos conquistaram seu quinto título de campeões mundiais de basquete masculino, ao derrotarem a Argentina, grande surpresa da competição, por 84 a 77 (41 a 39 no primeiro tempo), na prorrogação, depois de empate em 75 pontos no tempo normal. A surpresa do Mundial foi a ausência dos Estados Unidos na luta por uma medalha. Os americanos terminaram em sexto lugar, ao perderem para a Espanha (quinto) por 8 1 a 75. O Brasil ficou em sétimo. A Iugoslávia conquistou pela quinta vez o título mundial de basquete, ao derrotar ontem a Argentina, na prrogação, por 84 a 77 (41 a 39 no primeiro tempo), depois de empate em 75 pontos no tempor normal.

A partida foi disputada sob estrema tensão, pelas duas equipes e a atuação desastrosa do árbitro grego Mikkos Pitsilkas por pouco não estraga o espetáculo. Ele tomou alguma decisões polêmicas e foi acusado pelos argentinos de favorecer os iugoslavos, que tiveram apoio intenso da torcida. A maioria dos 18 mil espectadores presentes era de iugoslavos. Na decisão do terceiro lugar, a Alemanha derrotou a Nova Zelândia por 117 a 95.

A maior surpresa do Mundial foi a ausência dos Estados Unidos da luta por uma medalha. Os americanos terminaram em sexto lugar, ao perderam para a Espanha (quinto) por 8 1 a 75. O Brasil melhorou em relação aos Mundiais anteriores, quando ficou em 11º e 10º. Desta vez, os brasileiros ficaram em sétimo, perdendo a última partida, para Porto Rico (oitavo), por 91 a 84. Classificaram-se a seguir: 9º Turquia, 10º Rússia, 11º Angola, 12º China, 13º Canadá, 14º Venezuela, 15º Argélia e 16º Líbano.

O próximo Mundial, a ser disputado em 2006, em Saitama, no Japão, poderá ter 24 países, em função das surpresas observadas no torneio encerrado ontem em Indianápolis, confirmou ontem Boris Stankovic, secretário geral da Federação Internacional de Basquete (Fiba). ''A decisão de aumentar o número de participantes é quase certa, ainda devemos analisar com o comitê organizador do Japão, mas estou seguro de que será possível'', disse Stankovic. A mudança que a Fiba quer promover faz sentido, já que seleções tradicionais ficaram de fora do Mundial deste ano. ''Com mais equipes, nações importantes como Lituânia, Itália, Grécia e França poderão participar'', explicou Stankovic.

Com um número maior de participantes, o sistema de disputa do campeonato também sofreria alteração. ''Nós formaríamos quatro grupos de seis e passaríamos direto às quartas-de-finais, semifinais e final. Não teríamos jogos intermediários e eliminaríamos a segunda fase.''

[11/SET/2002]

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