São Paulo - SÃO PAULO - Para que as 14 escolas do grupo especial, as representantes do Grupo 1 e 2, bandas e blocos entrem na avenida e mostrem tudo o que prepararam para o carnaval 2001, a Anhembi Turismo e Eventos na Cidade de São Paulo liberou R$ 13,5 milhões.
Este dinheiro será dividido entre a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, que representa as escolas do Grupo Especial e do Grupo 1, a Unidade das Escolas de Samba Paulistanas (Uesp), a Associação das Bandas Carnavaslescas (Abasp) e a Associação das Bandas, Blocos e Cordões Carnavalescos do Município de São Paulo (ABBC).
"Apesar de alguns carnavalescos terem reclamado da quantia, que é a mesma do ano passado, este dinheiro vai salvar a festa", disse Moisés da Rocha, coordenador do Carnaval da Anhembi.
Segundo ele, a verba foi obtida em apenas nove dias. "Encontramos o caixa da Anhembi zerado. O cofre estava limpo. Tivemos que pagar salários que estavam atrasados há seis meses e cobrir as despesas da Festa da Corte, que não foram pagas", disse.
A expectativa de Rocha é de lotação nos seis dias do carnaval organizado pela Anhembi, contando com os desfiles da apoteóse. O sambódromo tem capacidade para 30 mil pessoas. "Esperamos um belissímo carnaval, contando com a boa vontade e a criatividade dos sambistas", disse.
Além do carnaval ser uma festa popular, também será responsável pela geração de empregos. "Estimamos que durante a festa cerca de 10 mil postos de trabalho sejam criados em todas as atividades, que vão desde o trabalho nos barracões até a contratação de mão-de-obra pelos bares e restaurantes", disse.