Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Esportes - JB na Copa

Trabalhadores informais lucram no entorno dos estádios e das festas de rua

Agência Brasil

Os investimentos feitos para a Copa também movimentam a economia informal e trabalhadores ao redor dos estádios e das festas de rua aproveitam o Mundial para lucrar. No entorno do Alzirão, local que reúne cerca de 30 mil torcedores a cada jogo do Brasil na zona norte do Rio de Janeiro, um pequeno exército de catadores de latas trabalha quase invisível, entre a multidão.

Cada latinha jogada no chão representa alguns centavos no bolso dos recicladores, que vendem o quilo do alumínio a R$2,5 em um galpão de reciclagem no Morro da Mangueira, próximo ao Estádio do Maracanã.

O catador Jonatan Moreira Rosa, 21 anos, faz parte de uma equipe de cinco trabalhadores, que dividem os lucros igualmente. "Estou fazendo reciclagem desde o primeiro jogo do Brasil. Nós catamos uma media de 50 quilos de latinha por partida. Somos uma equipe", contou ele, que saiu de casa "por problemas familiares" e atualmente mora na rua. Apesar de ter parado de estudar na 5ª série do ensino fundamental, ele disse que pretende retomar os estudos: "Tem que correr atrás. Se formos esperar pelos outros, não vamos alcançar objetivo algum".

Colega de Jonatan na equipe, o catador Walace da Silva Borges, 20 anos, também é morador de rua. Apesar de reconhecer que a vida na rua é dura, ele disse que os dias de Copa têm sido ótimos. "Eu estou achando maravilhoso. Quando tem jogo, a gente cata lata. Acho que o Brasil leva esta Copa", disse ele, que cursou até a 8ª série e tem como maior sonho o de ter uma casa.

Um pouco mais distante do telão que captava todas as atenções no Alzirão, um Fuleco era a atração maior, principalmente entre as crianças. Dentro da fantasia, estava o camelô Marcelo Eduardo Santos. Ao seu lado, uma cestinha com alguns trocados e uma nota de R$2 era o incentivo para quem quisesse tirar uma foto com ele deixasse uma pequena contribuição.

"Quem quiser, pode fazer uma contribuição, humildemente. Não é uma obrigação. Desde a outra Copa eu venho para cá. Mas não era esta roupa. Era uma de estátua viva. No resto do ano eu sou camelô, vendo refrigerante na praia", disse o improvisado mascote da Copa, que disse faturar até R$200 por jogo.

 

Tags: Copa, Mundo, seleção, Torcida, venda

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.