Jornal do Brasil

Terça-feira, 23 de Setembro de 2014

Esportes - JB na Copa

Uruguai: o segundo Maracanaço de uma seleção em 2014 

Portal Terra

O fim estava mesmo marcado para 2014. E o palco não poderia ser outro. O mesmo Maracanã de 1950 decretou que seria aqui a despedida da incrível geração uruguaia. A saída precipitada de Luiz Suárez da Copa do Mundo, pela suspensão, talvez tenha feito o grupo gastar o resto de ânimo que o Uruguai ainda tinha de reserva para chegar a algum lugar. A geração que brilhou em 2010, mesmo ficando com o quarto lugar, deu adeus quase dentro de sua casa.

Talvez seja destino desse novo estádio ser a casa das despedidas de gerações em 2014. Já o fez com a Espanha, campeã do mundo e bicampeã Europeia, e agora faz com Arévalo, Lugano, Maxi Pereira e o craque da última Copa, Diego Forlán. Este, aliás, praticamente saiu da aposentadoria para dar adeus ao Uruguai no Brasil.

Certamente vão culpar a Fifa, o comitê de disciplina, os jornalistas de língua inglesa por tudo o que aconteceu à seleção nos últimos dias. Mas só quem viu um time envolvido pela pequena Costa Rica na estreia pôde ter a real dimensão de que o fim estava próximo - só mesmo a debilidade histórica de ingleses e italianos pôde adiar a derrocada iminente. Nem a torcida acreditava. Nem o fantasma acreditava.

A garra uruguaia também não pôde salvar o time de Tabárez. Não é o estilo do professor impor ao adversário o jogo aguerrido de outros tempos. O Uruguai se refez pelo talento, pelo conjunto e não pela dureza, como antigamente. E como Tabárez controla com olho clínico as divisões de base de seu país, talvez caiba ao treinador refazer esse caminho que encheu os olhos do mundo na África do Sul. E a Copa América do Chile vai ser a primeira chance para isso acontecer.

Tags: Copa, eliminada, Mundo, seleções, uruguaios

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