Jornal do Brasil

Domingo, 23 de Novembro de 2014

Esportes - JB na Copa

Trabalhadores se dividem entre tarefas e torcida para o Brasil no Rio

Agência Brasil

Segundos de silêncio que só foram quebrados quando a bola batida pelo chileno bateu na trave do goleiro brasileiro Júlio César. Fogos, cornetas, buzinas e gritos encheram as ruas da região da Tijuca, próximo ao Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. Bares e ruas que exibiram o jogo em telões ou televisores se encheram de torcedores verde-amarelos.

Nas casas, pessoas foram às janelas para gritar Brasil. Mas nem todos os torcedores puderam acompanhar o jogo com parentes e amigos. Ao mesmo tempo em que o Brasil se classificava para as quartas de final em um jogo sofrido em Belo Horizonte contra o Chile, uma legião de pessoas trabalhava nas ruas e comércios do Rio de Janeiro.

O gari Francisco Carlos Fernandes começou a trabalhar às 13h, justamente no início do jogo do Brasil. “Só consegui ver alguns lances. Na hora dos pênaltis, demos uma paradinha para assistir numa televisão aqui perto. Já estou acostumado a trabalhar em dia de jogo, carnaval, Natal”, disse o gari, enquanto varria a Praça Saens Peña.

Felipe Rodrigues, que trabalha em uma banca de jornais na praça, passou sua primeira Copa trabalhando. “Trabalhei nos quatro dias de jogo do Brasil. Mas até que foi tranquilo. Aqui não tem nenhum movimento durante o jogo. Coloquei a televisão aqui e consegui assistir. Foi um jogo difícil.”

Uma farmácia da praça fez um agrado aos funcionários e fechou as portas durante a partida. Ailton Cavalcanti e seus colegas puderam assistir ao jogo de uma televisão dentro do local de trabalho. “Já trabalhei em outras Copas. A gente tem que trabalhar. Fazer o quê? Primeiro o trabalho, depois a seleção brasileira.”

Tags: 2014, brasil, Mundial, seleções, Trabalho

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