Jornal do Brasil

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

Esportes - JB na Copa

Valcke diz que punição a Suárez foi por histórico do jogador e sugere tratamento

Portal Terra

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse nesta sexta-feira que a punição aplicada a Luis Suárez na véspera foi decorrente de seu histórico no futebol. O uruguaio foi expulso da Copa do Mundo de 2014 por morder o zagueiro italiano Giorgio Chiellini em jogo na última terça-feira, e acabou afastado do futebol pela entidade por quatro meses.

Segundo Valcke, como Suárez já havia protagonizado mordidas em jogadores em duas outras ocasiões (pelo Ajax, em 2010, e pelo Liverpool, em 2013), a Fifa levou os incidentes anteriores na hora de aplicar a punição, que não é referente apenas ao Mundial de 2014. Banido do futebol até 26 de outubro, o atacante não poderá iniciar o Campeonato Inglês da temporada 2014/2015 pelo próprio Liverpool – o que não comoveu Valcke.

"Não é o Liverpool que está sendo punido. É o jogador. A Comissão (Disciplinar da Fifa) levou em consideração todo o histórico dele. A decisão foi tomada com base de evidências e todo o histórico, e por isso não se limita ao futebol internacional", alegou.

Com um discurso mais duro, o dirigente da Fifa sugeriu até mesmo que Suárez procure um tratamento para não cometer o mesmo ato uma quarta vez. "Seja lá o que eu disser, vou ser criticado. Ele deveria buscar algum tratamento para parar de fazer isso. Não é uma punição que vai fazê-lo parar. Ele precisa rever suas atitudes, porque não é a primeira vez", afirmou ainda Valcke, durante o briefing da imprensa com a Fifa no Estádio do Maracanã.

Sobre a negativa do Comitê de dar qualquer tipo de sanção ao francês Mamadou Sakho, que deu uma cotovelada em um adversário equatoriano, Valcke foi taxativo. “Para começar, agora sou o secretário-geral e não sou francês, para que não haja mal-entendido. O Comitê Disciplinar tem o poder de investigar o material dos jogos”, disse.

“No caso de Sakho, decidiram que não havia motivo de punir”, disse afirmando que no caso Suárez, trabalharam com base no vídeo que receberam. “Não se pode esconder o que aparece em campo. Pode-se usar, sim, o vídeo. O caso Suárez está além de uma atitude possível numa partida de Copa do Mundo. Quando se está na Copa do Mundo, os jogadores das 32 seleções têm que dar exemplo. Parabenizo a eles (a Comissão Disciplinar) pelo trabalho”, afirmou.

Tags: Copa, mordida, Mundo, seleções, uruguaio

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