Jornal do Brasil

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Esportes - JB na Copa

Na berlinda, torcida se irrita com rótulo "yellow block" 

Portal Terra

As duas primeiras rodadas da Copa colocaram em evidência a torcida brasileira e as críticas têm sido variadas: de pouca animação, passando pela falta de criatividade com um grito quase único a uma elitização que explicaria o clima morno nas arquibancadas. O termo yellow block, utilizado em reportagem da Folha de S. Paulo, passou a ser utilizado para rotular a torcida do “muito orgulho e muito amor” .

Com a sua atuação como 12º jogador na berlinda depois de demonstrações de força de chilenos, mexicanos, argentinos e colombianos, os brasileiros chegam para a partida diante de Camarões, nesta segunda-feira, tentando acabar com o rótulo. Questionados sobre o assunto, um grupo que viajou de São Paulo para assistir ao jogo mostrou irritação com o termo yellow block.

“Não concordo com esse termo. Isso é coisa do José Trajano (comentarista da ESPN)”, disse o economista Roberto Monteiro, referindo-se ao bate-boca entre cronistas que criticaram os xingamentos a Dilma Rousseff no jogo de abertura e foram rebatidos por oposicionistas do governo, como o jornalista da Veja e Folha de S. Paulo, Reinaldo Azevedo.

“Todos têm o direito de fazer. Todo mundo pagou para entrar no estádio. Não tem nada a ver isso”, completou a médica Nurissia Costa, que estava vestida com uma camisa estampada de oncinha com o símbolo da CBF na frente.

Os torcedores, no entanto, concordam que os gritos de incentivo das arquibancadas precisam de inovação. “Eu vi que passou no Fantástico (TV Globo) que tão tentando criar uma música nova. Mas aqui o estádio é grande, vão ter 70 mil pessoas incentivando”, disse o empresário de Brasília Marconny Faria, que pagou R$ 1500 por seu ingresso.

Pelo menos no ambiente fora do estádio os brasileiros ainda não mostram a mesma empolgação que, por exemplo, os colombianos levaram a Brasília na última semana. Um grupo de Piracicaba, interior de São Paulo, ainda tentava animar. “Vou entrar e gritar muito lá dentro”, disse a empresária Elenice D’Ambrozo.

Entre selfies e torcida

Uma das marcas da torcida nas portas dos estádios brasileiros têm sido os selfies. Em um hotel da redondeza do Mané Garrincha, uma torcedora vestida com as cores do Brasil comentava de forma ansiosa no elevador: “quero chegar logo no estádio para colocar fotos no Instagram”.

E realmente os arredores do Mané Garrincha mostraram que os selfies são prioridade nos estádios. Muitas poses, fotos e caretas na espera da fila para entrar no estádio.

Tags: apoio, Copa, criatividade, Mundo, Torcida

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