Jornal do Brasil

Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Esportes - JB na Copa

Com broncas de Felipão e crítica à mídia, Seleção muda cara

Portal Terra

As cobranças em torno das duas primeiras partidas da Copa do Mundo parecem ter refletido nos ânimos dos jogadores e da comissão técnica da Seleção Brasileira. Após um clima mais ameno desde o início da preparação para o Mundial, o que tem se visto depois do empate contra o México, por 0 a 0, são respostas ríspidas dos jogadores à imprensa para perguntas que falam sobre o desempenho do time e broncas do técnico Luiz Felipe Scolari nos treinos dados na Granja Comary. 

Definitivamente, o grupo da Seleção não ficou satisfeito por ter sido acusado de faltar pegada e, principalmente, pelas comparações que vem sendo feitas com relação ao desempenho do time na Copa das Confederações de 2013. Quem foi mais contundente durante a semana para bater nessas críticas foi o lateral Daniel Alves. 

"A gente não pode ir muito como vai o torcedor, porque ele quer que ganhe, faça 5, 10 gols. É o ímpeto dele, a emoção que quer transmitir. Quando não se consegue isso, a leitura se opõe à nossa, porque eles agem com emoção e a gente com critério. Tem que analisar com objetivo, não com emoção. Não pode ser feita (uma análise) sem razão. Nosso time está tendo uma evolução, houve uma evolução apesar do resultado diferente. O resultado confunde a maioria", disse o lateral. 

"A gente sabe que evoluiu porque vê 50 vezes os nossos jogos. Às vezes, as pessoas agem ou criam um debate em cima do que pensam e não na realidade das coisas. A gente trabalha para que isso não possa afetar a gente. Tem quem duvide do nosso caminho, nossa evolução. É muita informação leiga, sem critério, não podemos ir à margem de tudo isso. Prefiro não escutar muito, porque normalmente elas são muito pessimistas e de um negativismo tremendo, temos que seguir fieis em defesa do nosso trabalho", completou Daniel Alves. 

O capitão Thiago Silva também voltou a chamar de mal intencionados alguns críticos e disse que uma postura dessa afeta a família dos jogadores. "A gente fica chateado com comentários mais mal intencionados. Não me afeta, mas afeta as nossas famílias que sentem o que escutam. Temos que ter tranquilidade e não tenho dúvida que isso a gente tem. Somos todos do bem, não temos uma briga, intriga. Essa pressão todo mundo tem, se a gente não quer pressão tem que mudar de ramo".

Outro ponto que irritou o grupo foram as cobranças em relação à quantidade pequena de treinamentos feitos. O time verde e amarelo jogou contra o México na terça-feira, teve folga na quarta-feira e voltou a Teresópolis apenas na quinta-feira. Neste dia, apenas os reservas foram a campo, enquanto os titulares ficaram na academia. Antes do duelo contra Camarões foram apenas três treinos, sendo somente um deles colocando em campo reservas contra titulares em um tático. 

Indagados sobre o assunto, Marcelo e David Luiz evitaram a polêmica. O lateral disse que essa responsabilidade era do preparador físico Paulo Paixão e da comissão técnica. Já David Luiz saiu em defesa dos comandantes. "(Nosso rendimento) não tem a ver com a parte física, a gente está bem, chegou fez todos os testes fisicos, todos jogadores fizeram um trabalho especifico na primeira semana para estar junto com os outros, O Brasil e o brasileiro foram acostumados com grandes resultados. Mas a parte física está sendo bem controlada, trabalho está sendo bem realizado, a gente está se sentindo bem. Eu já sei o que é sofrer com lesões, jogar com dores no corpo. É ruim saber que não vai ter o mesmo rendimento fisico. O mais importante é que hoje é um time que não tem lesões".

Broncas de Felipão

Apesar do discurso até certo modo agressivo dos jogadores com a imprensa, durante o único treinamento tático feito pelo técnico Luiz Felipe Scolari ficou comprovado que não são só torcedores e imprensa que não estão felizes com a postura do time. No último sábado, o treinador disparou broncas, principalmente pedindo uma marcação sob pressão mais incisiva de Neymar, Hulk e Oscar, e um apoio mais rápido dos laterais Marcelo e Daniel Alves. 

Nos primeiros trinta minutos, Felipão parou a atividade mais de dez vezes. As vítimas principais das reclamações foram os laterais e o atacante Hulk, que volta à equipe titular. Ficou claro que nem Felipão está feliz com a pegada do time, que tem deixado muito mais brechas na saída de bola dos rivais e tem dominado menos os inícios de jogos em comparação à Copa das Confederações. 

Tags: 2014, brasil, Copa, Mundo, seleção

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