Jornal do Brasil

Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Esportes - JB na Copa

Brasil reduz "pegada" de 2013 e bate menos que rivais; veja

Portal Terra

Bse do sucesso para a conquista da Copa das Confederações, a marcação sob pressão no começo do jogo e time “mordendo” ao longo das partidas foi colocada em xeque depois de duas rodadas da Copa do Mundo. Felipão respondeu secamente sobre o assunto na entrevista pós-jogo contra o México, mas essa é uma das preocupações da comissão técnica para a sequência do torneio.

De acordo com números da Footstats, a média de desarmes está próxima da campanha na Copa das Confederações. O que está abaixo da média anterior é o número de faltas cometidas, que bateu recordes no evento-teste e gerou reclamações dos espanhóis na final.

“Naquela final, o Brasil fez muitas faltas, mas não houve cartões amarelos. Nós somos um time que tem muito a bola e que sofre muitas faltas. Cabe aos árbitros agir”, disse Albiol antes da eliminação espanhola. O Brasil recebeu oito amarelos e nenhum vermelho naquela competição.

Na Copa do Mundo, o Brasil só fez menos faltas do que aEspanha entre os times que já entraram duas vezes em campo. Foram apenas cinco na estreia contra o Croácia e 13 diante do México, o que dá uma média de 9. Quatro jogadores já foram advertidos com o amarelo. Na Copa das Confederações foram 21,2 faltas cometidas por jogo.

O Brasil tem mantido a média de desarmes da campanha vitoriosa (21,8 a 21,5 na Copa do Mundo) e inclusive decidiu o jogo contra os croatas em roubadas de bola. Mas mesmo assim os rivais estão “mordendo” mais. México, Croácia,Chile, Espanha, Equador, Honduras, Costa Rica e Holandatêm melhores índices de desarme entre quem já atuou por duas vezes no torneio.

Essa mudança na postura de adversários pode ser notada nos números dos primeiros jogos. Na estreia, a Croácia igualou o número de desarmes (25) e cometeu 15 faltas a mais. O México conseguiu roubar a bola do Brasil ainda mais vezes: 29 vezes contra 18 do adversário. Foram ainda 18 faltas cometidas.

Os mexicanos ainda forçaram o Brasil a um jogo em que não está acostumado, com divisão na posse de bola. A diferença mínima (51% a 49%) fez com que os brasileiros tivessem que correr atrás muitas vezes da bola, o que na visão de Thiago Silva ao menos serviu de teste para a defesa brasileira.

“Foi um jogo em que dominamos em alguns momento e fomos dominados em outros. O mais importante é que nos momentos em que não estávamos dominando soubemos jogar e evitamos gols”, afirmou.

Surpresa entre os ladrões

Assim como ocorreu na Copa das Confederações, o meio-campista Oscar tem se destacado na marcação da Seleção e é o maior ladrão de bolas, com 10 em dois jogos. Só o holandês De Jong e o marfinense Sérge Aurier conseguiram mais em dois jogos.

Luiz Gustavo, com oito, também tem cumprido seu papel, mas Paulinho com dois tem números muito abaixo do esperado. Os dois volantes são os mais faltosos da Seleção, com três infrações cada.

Tags: Copa, faltas, jogo, seleção, técnica

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