Jornal do Brasil

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Esportes - JB na Copa

Messi e Copa do Mundo, uma obsessão que não para de crescer

Portal Terra

As críticas foram duras. A revolta, justificada. Lionel Messi, o melhor de sua geração, o melhor deste século, entre os maiores de todos os tempos. Como poderia deixar a África do Sul sem um gol marcado em cinco jogos, eliminado pela Alemanha e uma goleada de 4 a 0? Os argentinos bateram duro, Messi aguentou calado e transformou esse sentimento em uma motivação que leva ao Brasil para pegar a Bósnia.

Neste domingo, o camisa 10 e capitão estreia com a Argentina em sua terceira Copa do Mundo e o palco parece ter sido escolhido a dedo pelo destino. Messi, aos 27 anos, joga pela primeira vez no Maracanã para onde pretende retornar no dia 13 de julho. Adversários a partir das 19h (de Brasília), os bósnios prometem um jogo duro. Mas os argentinos confiam de novo em Lionel.

Com mais de 60 mil ingressos comprados para este Mundial e previsão de mais de 20 torcedores nas cidades sede, a Argentina promete ser o terceiro país mais presente durante o Mundial. Atrás apenas dos Estados Unidos e, claro, do Brasil. Esse sentimento cresceu proporcionalmente à ambição de Messi em conquistar sua primeira Copa e brindar os argentinos com o tri.

“Ele é um líder muito positivo, uma pessoa à altura de todos e isso nos surpreende. Temos que fazer com que ele se sinta feliz”, disse o volante Biglia. “Lio está muito bem e isso nos faz sonhar muito. Sabemos de sua qualidade. Ver a vontade dele dá mais motivação ao resto do grupo”, contou o meio-campista Augusto Fernández.

Nesse sentido, não há palavra mais valiosa que a de Alejandro Sabella. O treinador argentino foi quem realmente conseguiu extrair o melhor jogo de Messi na seleção e assim ajudou o povo a recuperar a fé em seu jogador mais brilhante desde Diego Maradona. As Eliminatórias Sul-Americanas de Lionel foram irretocáveis. Mas Sabella o vê ainda mais esperançoso.

“Ele veio com o sonho de jogar o Mundial, de ver sua família e os amigos da seleção argentina, vestir sua camisa”, diz o treinador que ajudou Messi a sentir prazer ao deixar Barcelona para defender seu país. O próprio jogador indicou isso quando chegou a Buenos Aires há três semanas. “Em muitas oportunidades, as coisas não iam bem na seleção, mas rendia bem no Barcelona. Espero que agora aconteça o contrário”, previu.

Sem o desafeto Carlitos Tevez por perto e com um treinador que conseguiu fazer jogá-lo a 100%, Messi ainda está envolvido pela relação quase umbilical que tem com Kun Agüero e Javier Mascherano. É o líder do grupo de rosarinos que domina a seleção com Di María, Maxi Rodríguez, Lavezzi, Garay e outros. E o pior – para os adversários – é que ele não tem problemas.

A temporada do Barcelona foi difícil, mas Messi teve apenas lesões leves e já está totalmente recuperado há algum tempo. Na desgastante Liga dos Campeões, a eliminação veio nas quartas de final contra o Atlético de Madrid e permitiu ao craque argentino um pouco menos de pressão e estresse já desde o começo de abril. Basta ver como Cristiano Ronaldo, o campeão europeu, chega castigado fisicamente ao Mundial.

Messi sabe que a Copa no Brasil é a oportunidade perfeita para se inscrever na galeria de imortais do futebol. É também a chance de levar a Bola de Ouro, hoje bem mais perto de Cristiano, pela quinta vez. É principalmente a realização para conquistar o coração dos argentinos para sempre. Boa sorte, Bósnia.

Tags: Argentina, copa do mundo, Jogadores, Lionel Messi, seleção

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